quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Viver é um rasgar-se e remendar-se
A cada despedida, morro inteira. Nunca mais sou a mesma. Minhas pétalas caem, fico murcha, despedaço. É tão grande o rasgo que se abre dentro de mim e dói tanto que, na hora, tenho certeza de que jamais vou me curar. mas com o tempo me reconstruo, vou nascendo de novo. No dia 1° passa um filme que eu adoro; o dia 3 amanhece ensolarado; no dia 6, dá praia. E aí, para minha surpresa, no dia 10, a dona da venda lembra meu nome e, no dia 26, o mais bonito da rua sorri pra mim. Até que, num belo dia 15, o rasgo acorda costurado. Cada história me alinhava numa cor diferente, vou me colorindo e a vida me continua.
Elisa Kim
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