Mal posso mensurar o quanto estou aprendendo na pós. Ah, sim, eu reclamo, é verdade. Reclamo porque sou manhosa, dengosa, choramingona... Dramática.
O curso, Economia-Mundo, Arte e Sociedade, na FSA, está sem dúvida me abrindo um mundo de possibilidades, de conhecimentos e de entendimento que não posso deixar de reconhecer. Uma delícia é ter a compreensão das coisas do mundo entrelaçadas, assim como elas se dão na realidade. Porque ao mesmo tempo aprendo história, arte, literatura, economia, filosofia o que possibilita formar um panorama dos processos históricos em suas múltiplas determinações. Você passa a conseguir visualizar mentalmente tudo acontecendo até o desembocar na sociedade atual, e assim tudo faz mais sentido.
No curso a gente não lê os grandes clássicos da literatura universal porque simplesmente é pedido para uma avaliação ou qualquer coisa, mas porque nós aprendemos que eles refletem os dilemas de determinado momento, em determinado contexto, daí sua importância, inclusive para nós nos dias atuais que pretendemos dar respostas à sociedade contemporânea. É fantástico! e eu me apaixono. Especialmente me surpreendi com as disciplinas relacionadas à arte. Abriram-me um mundo. Eu que não havia tido em nenhum momento contato com este meio, hoje me vejo vidrada nas aulas de arte e sociedade. Tanto quanto as do capital! E estas ainda são abrangidas e novamente encantadas com a professora Lívia, nossa coordenadora de curso. UAU, o que é aquela mulher?? Na gíria do meu irmão "mosntruooosaaa". Deu novo fôlego ao curso e ânimo à minha pessoa. Consegue ter a capacidade de explicar algo complexo (tipo Hegel, Kant, básico assim) de forma simples e sem simplificações! Mas também a pessoa fala... fala, fala, 4 horas seguidas, como se contasse uma historinha e os conceitos e a história vão se materializando em nossa frente. Uma loucura, faço questão de assistir todas as aulas, do começo ao fim sem piscar e anotando cada suspiro.
Bem disse-me o professor, quando eu choramingava, ávida por conhecimentos e entendimento do processo histórico, seus movimentos, seus filósofos, escritores, teóricos... Que ele (o conhecimento) não vinha da noite para o dia, e sim com muito estudo e esforço e que nunca seria pleno. Noto que a aprendizagem acontece, muitas vezes, por aproximação. Cada vez que estudo um objeto, posso enxergar nele novos elementos que anteriormente passaram batidos, e a cada vez sinto que ganho mais domínio sobre o assunto ao passo que também percebo que há muito ainda por conhecer! Muitos caminhos a percorrer e a estrada nem sempre é reta e uniforme, na maioria das vezes é um percurso pedregoso, cheio de descaminhos, importa saber que apesar dos limites e das crises inevitáveis, é o que, ao final, me realiza.