domingo, 31 de julho de 2011
A lista
Ah, como eu os amava! Amava tanto tanto que não cabia em mim. E quando os perdi só me restou tristeza e desesperança. Uma morte em vida. Descobri na mais tenra idade que perder as pessoas queridas para a vida era muito doloroso, tanto ou mais do que perder para a morte... Revê-los é sempre um misto de alegrias e medos e tristezas. Faz perceber que, não, o tempo não cura tudo, apenas tira o incurável do centro das atenções. E quando digo isso, não falo apenas de mágoas, mas também e mais ainda de afetos, afinidades, sintonias, estes, notei, também são incuráveis. Foi uma noite muito agradável. Apesar desta aproximação cheia de distâncias, por um momento, numa breve distração, me senti em casa outra vez.
Tanta coisa se passou em nossas vidas, tantas mudanças, tantas novas pessoas, outros amores, experiências, outras dores também... Que pensando bem, não faz sentido o ressentimento. Percebi que aquela foi apenas uma, das muitas experiências intensas, felizes e infelizes, que teremos pela vida. Nos amarrar à um único sentimento, à um único acontecimento é a pior bobagem. A vida é uma caixinha de surpresas, especialmente e essencialmente, se nos permitirmos. E, para comprovar isto,ela ontem me colocou diante dos velhos e novos amigos, justo eu, que depois da perda dos primeiros, acreditava não haver possibilidades para novos... Ufa! Que alegria em ver que estava errada!
A música A Lista, de Oswaldo Montenegro, melhor traduz tudo isto. E, ao contrário do que possa parecer, não é triste, mas sincera. Diz das impermanências da vida...
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A música A Lista, de Oswaldo Montenegro, melhor traduz tudo isto. E, ao contrário do que possa parecer, não é triste, mas sincera. Diz das impermanências da vida...
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Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
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Desejo apenas que todos vivam em paz!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Santa clara clareou!
É, flores do dia, o céu abriu novamente hehehe. Isso chama-se fim da tpm.
Mas o foda-se nosso de cada dia continua.
Eu não fiz o trabalho de economia política para o próximo sábado: foda-se.
Troquei a poupança pela academia : foda-se.
Se chegar atrasado: foda-se.
O último deve ser repetido 30 vezes, visto que hoje, para não chegar atrasada à aula de alongamento, meu carro passou por um fio de ser prensado entre dois ônibus.... sanduiche de camila ainda não é o momento...
Mas o foda-se nosso de cada dia continua.
Eu não fiz o trabalho de economia política para o próximo sábado: foda-se.
Troquei a poupança pela academia : foda-se.
Se chegar atrasado: foda-se.
O último deve ser repetido 30 vezes, visto que hoje, para não chegar atrasada à aula de alongamento, meu carro passou por um fio de ser prensado entre dois ônibus.... sanduiche de camila ainda não é o momento...
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O foda-se.
O foda-se liberta. Pode ser usado de várias maneiras, mas a que mais me agrada é esta que soa como um belo e sonoro BASTA! Nada de foda-se de aceitação. "ah, eu ganho pouco, o mundo é uma merda, mas foda-se". De jeito nenhum. Isso é foda-se pra bocó, covarde. O meu foda-se é um chute nas convenções. Um soco nos politicamente corretos. Uma voadora naquilo que nos oprime. E muito útil numa sociedade que nos afunda sem piedade em obrigações egoístas e mesquinhas. Uma lição que os mártires frustrados irremediáveis da modernidade precisam repetir e internalizar, caso não desejem partir para os comprimidinhos prozacs da vida. O foda-se deve ser a nova oração dos modernos.
E vamos ao foda-se nosso de cada dia.
Foda-se eu não estou feliz e saltitante
Foda-se eu tenho preguiça sim
Foda-se eu me dei mal
Foda-se eu não sou a última bolacha do pacote
Foda-se eu não tenho orgasmos múltiplos
Foda-se eu não tenho o nike 78 molas
Foda-se eu não sou a próxima capa da revista Sexy
Foda-se eu como carne, e de preferencia mal passada
Foda-se eu não gosto de brócolis
Fodas-se eu bebo sim e estou vivendo...
Foda-se eu não entendo Lukács, Chasin e companhia
Foda-se eu não doo ao criança esperança
Foda-se eu tenho estria, celulite e gosto de calcinha-shorts
Foda-se eu não sou sexy
Foda-se se esse texto não faz sentido
Foda-se você se não gostou
Foda-se eu e todos nós
Amém
Camila e Cyn
domingo, 24 de julho de 2011
Bolacha de água e sal
O template novo, sem graça?
Ótimo, a vida nem sempre é um espetáculo, e não é sempre que somos cheios de graça... há momentos que estamos sem graça também... O bom não é só bolacha recheada.
Ótimo, a vida nem sempre é um espetáculo, e não é sempre que somos cheios de graça... há momentos que estamos sem graça também... O bom não é só bolacha recheada.
Caverna do Dragão
O mistério que se faz sempre movente é o da felicidade, este é mito sem cara. Somos todos jovens perdidos de casa a procura de encontrá-la a qualquer custo. Essa procura que justifica nossa entrega a missões mais vazias, onde a regra é superar, vencer, ganhar e sempre negar os laços. Tudo nos sugere a força da lógica produtiva.
Estamos todos na moderna “Caverna do Dragão” e o “Mestre dos Magos” ajuda a construir em nós este sonho de felicidade através de lutas intermináveis. Procurar o caminho de casa é preciso, viver não. Correndo sempre, como se o tempo fosse mais rápido que a vida, como se a vida estivesse ali mais a diante além do pote de ouro, no final do arco-íris. Estamos em um futuro que não para de NÃO chegar. Estamos sem tempo para o tempo passar, tempo de ser, famintos de amor, abraços e laços, de afetos profundos.
Queremos todos voltar para casa e lá encontrar a felicidade e essa urgência cheia de tristeza nos enfia e afunda cada vez mais no egoísmo e na solidão da carne e ossos, do toque sem toque.
Por Cynthia Rocha
Que lindo! O mesmo que eu tentei dizer no post "Em tempos de desordem", mas com uma roupagem mais limpa e sensível.
Pensamentos compartilhados
Não há amor como na juventude. Na mais tenra idade o amor é algo... inexplicavelmente... puro, encantador e doce. Somos libertos dos entraves do mundo e nos amamos livre e intensamente... Somos apaixonados, romanticos, bregas... Somos sem medo. Sem medo nos entregamos ao outro. E o amor é leve, é bom, é estrelas no céu, promessas secretas, é pra sempre. E por um momento me sinto absolutamente feliz por ter vivido um amor assim.
No instante seguinte penso... a vida vai nos lascando todo. Caímos, nos machucamos, nos decepcionamos, saramos. Mas aprendemos a temer o amor. Ou a distorcê-lo. Criamos barreiras invisíveis, expectativas imensas, ficamos exigentes, sempre de pé atrás, ouvidos atentos, e qualquer deslise, eliminamos o possível causador de sofrimento. Ou não. Ou insistimos no sofrimento por medo da perda. E o amor dá lugar a outra coisa, bem diferente. A necessidade. Passamos a necessitar de outro. Outro que esteja conosco mais do que nós mesmos. Outro que nos supra as carências emocionais, nos dê chão firme para pisar e nos prometa o céu. Quando é isso que buscamos caímos num breu de ausências e decepções. Porque necessidade se satisfaz com objetos. E o amor não é algo que se compra na prateleira de um mercado. O amor simplesmente acontece. Não se pede nem se exige. Ele vem por livre e espontânea vontade. É uma dádiva. Não sei explicar... Mas sei como é sentir.. e confesso que sinto saudades...
Dialética
(Vinicius de Moraes)
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste..
Tempos de desordem
Está tudo tão perfeito!
Eis que surge a obrigação de ser feliz. Detesto isso. Odeio ter a felicidade como um dever. Odeio esses tempos que querem nos enfiar goela abaixo a maldita felicidade, de tal maneira que quem não é feliz ou não busca depois do arco-íris o pote de ouro da felicidade, não é digno de estar nesse mundo. Por isso as pessoas sofrem! Sofrem porque não há possibilidades de, nesta casa de malucos que chamamos Mundo, ser feliz o tempo todo e como se prega por aí. E veja só esta vida! Somos contraditados o tempo inteiro. Amamos sem poder amar, desejamos sem poder alcançar, a sociedade nos esmaga, trucida e ainda nos exige um brilhante sorriso Colgate nos lábios, porque tristeza e depressão é para os perdedores e você não quer ser um, certo?? E nos entristecemos sem podermos ser tristes...
Vamos lá, temos casa, comida, trabalho, carro, dinheiro, viajamos... o que??? Está triste??! Você está doente! Vá ao médico, tratamento alá Rivotril pra você. No mínimo umas leituras auto-ajuda dessas que te ensinam 100 passos para ser feliz, como ser bem sucedido, 30 dicas para ser o fodão, ou como se sentir a última bolacha do pacote... enfim, achar não é difícil, livros como estes abarrotam as livrarias de hoje. O homem moderno tem a OBRIGAÇÃO de ser feliz e bem sucedido, ou melhor, bem sucedido para ser feliz.
Mas depois de conquistarmos tudo conforme manda o script, se ainda assim temos momentos deprês, pronto, logo nos sentimos a última aberração da espécie.
. Pois deixo aqui o meu apelo:
Mas depois de conquistarmos tudo conforme manda o script, se ainda assim temos momentos deprês, pronto, logo nos sentimos a última aberração da espécie.
. Pois deixo aqui o meu apelo:
Eu quero o meu direito de ser, as vezes, triste!
De me sentir frustrada e chorar!
De querer ficar sozinha!
De encharcar o travesseiro por um amor não correspondido!
De me chatear por uma decepção
De me sentir o coco do cavalo do bandido
De errar, de não dar certo, da ficar irada, brava aborrecida
De querer mandar todos à merda
Aaahhhh...
Quer sabeR??
FODA-SE!
Amoroso Esquecimento
E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua viva, há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo. Mas não se tem, nem se terá.
Caio Fernando Abreu
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mário Quintana
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Tiquinho de preguiça, confesso
Por Zeus! Só de lembrar do trabalho de economia e que daqui duas semanas voltarei às aulas na pós, minhas mãos já começam a suar frio.. fico com uma dorzinha no coração e vontade de dormir... Adeus Sábados ensolarados e felizes para mim.
Hoje queria dormir. Dormir muito, descansar. Queria não ter nada para fazer.
Ah, poxa vida! Não quero mais a pós... estou em outra "vibe" agora .. hahahahhahaha
Nem ligo pra economia política! Quero passear...
Não curto agora Lucáks... mas sim Fernando Pessoa, Vinícius...
Não desejo mais me indignar.. já estou o bastante.. Agora falta apaixonar!
Vida vida vida vida.......
*mas gosto de história social da arte. Porque o prof é flexível e nos deixa escolher o que ler e o que escrever, nada de leituras torturadoras... Temos música e arte! Vai um Monteverdi aí???
Hoje queria dormir. Dormir muito, descansar. Queria não ter nada para fazer.
Ah, poxa vida! Não quero mais a pós... estou em outra "vibe" agora .. hahahahhahaha
Nem ligo pra economia política! Quero passear...
Não curto agora Lucáks... mas sim Fernando Pessoa, Vinícius...
Não desejo mais me indignar.. já estou o bastante.. Agora falta apaixonar!
Vida vida vida vida.......
*mas gosto de história social da arte. Porque o prof é flexível e nos deixa escolher o que ler e o que escrever, nada de leituras torturadoras... Temos música e arte! Vai um Monteverdi aí???
Férias breves.. hehe
Que fim de semana lindo!
Que solzinho bom!
Minha família.. os meninos bobos do meu coração, e a minha Cyn companheira de aventuras!
Tão bom! Que nem o ventão do final do dia atrapalhou. Nada que o bom humor e espírito leve não melhorasse e transformasse também em alegria...
Queria ficar...
Queria muito, mesmo com o friozinho.
Dormir na rede ouvindo grilo, que vida boua!
Ar respirável, céu azul. Isso bastava, e não pedia mais nada.
Que solzinho bom!
Minha família.. os meninos bobos do meu coração, e a minha Cyn companheira de aventuras!
Tão bom! Que nem o ventão do final do dia atrapalhou. Nada que o bom humor e espírito leve não melhorasse e transformasse também em alegria...
Queria ficar...
Queria muito, mesmo com o friozinho.
Dormir na rede ouvindo grilo, que vida boua!
Ar respirável, céu azul. Isso bastava, e não pedia mais nada.
Minha Herança: Uma Flor
Coisa linda!
Cyyyynnnn, só pra eu poder te acompanhar na cantoria!! hahahaha
quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Linda Rosa
O texto se trata de um trecho de uma carta escrita na prisão por Rosa Luxemburg dirigida à Luise Kautsky, em 1917.
Lindo, maravilhoso, perfeito!!! Rosa é encantadora, sua serenidade e equilíbrio, sua força e doçura, me encantam sempre...
"Perdeste decerto o gosto pela música temporariamente, como de resto por muitas outras coisas. A tua cabeça está cheia de cuidados por um mundo cuja história se distorceu... Todos os que me escrevem suspiram e se queixam. Isso é demasiado estúpido. Não compreendem que o fracasso geral é demasiado grande para nos lamentarmos?... Posso aborrecer-me se a Mimi fica doente ou se alguma coisa te acontecer. Mas se todo o mundo se desarticula, então procuro compreender o que aconteceu e porque aconteceu, e se cumpri o meu dever de novo me sinto aliviada. E recupero novamente tudo aquilo que me agrada: a música e a arte e as nuvens, a observação das plantas na Primavera, os bons livros, a Mimi, tu e muitas outras coisas... Sou rica e penso que continuarei a sê-lo para sempre. Abandonarmo-nos completamente às calamidades do momento é intolerável e incompreensível. Pensa com que serenidade Goethe observava as coisas. E recorda-te daquilo por que passou: a Grande Revolução Francesa - que vista de perto deve ter parecido nada mais do que uma farça sangrenta e essencialmente inútil. E depois, entre 1793 e 1815, uma cadeia initerrupta de guerras até o mundo se parecer novamente com uma casa de malucos. E com que calma e serenidade intelectual continuou seus estudos sobre a metamorfose das plantas, a cromatologia e mil e uma outras coisas! Não espero que escrevas poesia como Goethe, mas podes adotar sua atitude para com a vida, a sua universalidade de interesses, e a sua harmonia interior - ou pelo menos podes tentar atingi-la. E se disseres: mas Goethe não era politicamente ativo, então responderei que um lutador político deve ser capaz de se colocar acima das coisas com urgência ainda maior, ou afundar-se-á até as orelhas nas trivialidades da vida de todos os dias."
Lindo, maravilhoso, perfeito!!! Rosa é encantadora, sua serenidade e equilíbrio, sua força e doçura, me encantam sempre...
sábado, 9 de julho de 2011
Precisa-se
Ando muito desejosa em retirar o mofo deste coraçãozinho abandonado. Tirar o pó, trocar os móveis e chamar os caça fantasmas, é o que preciso fazer para ter um coração novinho em folha para outra vez estar em condições de ser habitado por alguém especial...
Precisa-se de uma nova paixão, daquelas que ardem e acolhem, dão calafrios e calores inexplicáveis... precisa-se de novas experiências... cores, cheiros, sabores...
Precisa-se de um novo amor.
Precisa-se de uma nova paixão, daquelas que ardem e acolhem, dão calafrios e calores inexplicáveis... precisa-se de novas experiências... cores, cheiros, sabores...
Precisa-se de um novo amor.
Nhoooooooiii.... rsrsr
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Não gosto de mudanças repentinas
Nossa mas que caca de galinha foi essa que fizeram no nosso querido bom e velho Blogger?????
Horríveeeelllll
Alguém me fala que isso eh um pesadelo e que amanhã vou acordar e tudo estará em seus devidos lugares por aqui??? Siiiiimmmm????
Hei, Blogger, por acaso alguém pediu pra mudar essa budega heim??? Affe..
Horríveeeelllll
Alguém me fala que isso eh um pesadelo e que amanhã vou acordar e tudo estará em seus devidos lugares por aqui??? Siiiiimmmm????
Hei, Blogger, por acaso alguém pediu pra mudar essa budega heim??? Affe..
A estrada antes da curva
Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por hora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.
Poemas Inconjuntos - Alberto Caeiro
Importante aprender a pensar (e a viver!) a estrada enquanto estrada antes da curva. A senhora Camila tem mania de pensar a estrada depois da curva, das montanhas, das florestas e do céu. Um passo de cada vez, sem engolir nada a seco, mas saboreando cada instante e sentimento.
Fernando Pessoa é foda.
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por hora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.
Poemas Inconjuntos - Alberto Caeiro
Importante aprender a pensar (e a viver!) a estrada enquanto estrada antes da curva. A senhora Camila tem mania de pensar a estrada depois da curva, das montanhas, das florestas e do céu. Um passo de cada vez, sem engolir nada a seco, mas saboreando cada instante e sentimento.
Fernando Pessoa é foda.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez enquanto infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...
Poesia completa de Alberto Caeiro - Fernando Pessoa
sexta-feira, 1 de julho de 2011
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