domingo, 28 de fevereiro de 2016

Receita antiga


Eu realmente ando precisando de um empurrãozinho... Eis o que achei no meu próprio blog há alguns anos atrás e que preciso adaptar para o HOJE:



Cansaço? Que cansaço?? (data: 15/11/2009)


DESÂNIMO? QUE DESÂNIMO??? (atual)
Criei um mecanismo interno que absorve todo o meu cansaço  desânimo e o transforma em vontade de concluir a pedagogia iniciar o meu projeto de mestrado e passar no concurso para professor sair da sala de aula.

Sabe porque??


Por que esse é o início  o momento.


Por que eu estudo há estudei 3 anos para ser professora (e mais 2 com a pós em ciências sociais) e esta é a chance e agora tudo o que eu faço é enlouquecer limpando bumbum de neném e ouvindo choro o dia inteiro, num ambiente sem estrutura e em péssimas condições de trabalho.

Por que eu não quero ser ATE  TIA para o resto da vida.

Por que, sendo professora  fazendo meu mestrado, terei mais tempo para: estudar, militar, ler. outras opções de trabalho

Por que, como professora me sentirei mais útil, o trabalho terá mais sentido, pois tratarei de pessoas, e não de papéis.  eu cansei do trabalho braçal, da falta de reconhecimento e dessas políticas hipócritas. Porque gosto do trabalho intelectual e acredito que há mais chances de desenvolvimento pessoal.

Simplesmente....
Por que é minha vida e se eu não fizer este esforço por mim ninguém mais o fará.
E faço questão de repetir:
Por que é minha vida e se eu não fizer este esforço por mim ninguém mais o fará!


E tenho dito!
Quando tudo vai bem não há muito o que escrever. Por isso os poetas são tristes. Agora, quando há chateações.... quantas palavras engasgadas! Que felicidade ver uma folha em branco!

Tá faltando blog na minha vida

Porque antes era só ir ao blog e vomitar toda a indignação, o inconformismo, a rebeldia, o espanto, a frustração, que no dia seguinte eu já acordava uma nova pessoa. Agora não, essa rotina que me obriga a digerir coisas tão indigestas... esse cotidiano apressado, essa coisa de ter que dar conta de sua própria sobrevivência... vai pensando... não é nada fácil. Que venha o Metamorfose 4! E que os fortes sobrevivam!

Sobrevivendo a selva chamada "trabalho"

O legal é que o meu fundo do poço sempre tem uma mola.
Nem sei quem a colocou lá, mas desde já agradeço.
Porque quando tudo parece um misto de angústia, dúvida, frustração e desespero, alguma coisa qualquer que não sei o nome me empurra pra cima novamente. E assim, já notei, assim é a vida, entre trancos e barrancos a gente vai vivendo. Minha sensibilidade é um escândalo às vezes. Sofro com dores impublicáveis, não por serem trágicas, mas por beirarem a comédia. A mente, essa danadinha perigosa. Controle-a ou ela te controlará. Pois eu vou avisar, quem manda nessa birosca sou eu! E nada de rivotril pra você. Estudo, meditação e água, pra lavar todo o pessimismo. Um skate e uns beijinhos não vão nada mal também. Tá ruim? Faz como mamãe ensinou pra tomar remédio amargo "tapa o nariz e engole de uma vez". Logo passa. E que minha sanidade sobreviva!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Libertar e deixar fluir - Ressurgindo das cinzas, cá estou

Faz tanto tempo que não apareço por aqui que fico até desconcertada. Algo que me era tão familiar - a escrita - hoje me parece tão secreta, tímida, distante. É, perdemos a intimidade. Mas creio que nada que um bom texto não refaça os laços, nada de mágoas e ressentimentos, certo querida? Afinal, se te abandonei foi por amor, e quer melhor assunto para prosa??

Abandonei também, por estes tempos, a leitura. Esse ponto é realmente perigoso, não recomendo. Agora até Martha Medeiros anda me parecendo difícil. Pois é, o vocabulário míngua, o raciocínio perde a fluidez, a preguiça toma conta. Você só quer ler crônicas, versos, frases. E nada muito profundo porque dá sono. O que sobra? Livros de auto-ajuda! Conclusão: parar de ler não é um bom negócio, definitivamente.

Deixei também alguns vícios. Redes sociais, drogas e rock'in'roll. Minha nova dieta exclui facebook e nada tem me feito benefício maior! Já vinha irritada com o tamanho do tempo que eu perdia vendo o mais do mesmo, até aquilo virar um verdadeiro palco para um show de horrores com toda sorte de preconceitos, alienação e arrogâncias! Chega, pára, pára! Pára essa birosca que eu quero descer!!! E desci. Ufa

Além disso, fechei a janelinha.  É porque nestes tempos de bonança ando compreendendo o pagodinho que diz que "tem gente que não pode, não pode!, ver ninguém feliz que sofre!". Nossa e qual foi minha decepção em descobrir isso! Chato, chato. Mas até que um pagodinho vai bem, às vezes, o que é uma boa descoberta.

No lugar do face coloquei o inglês. Uau, eu que detestava essa matéria na escola - antes tarde do que nunca - estou me descobrindo uma boa aprendiz e aluna aplicada. E autodidata. Sim, disciplina é liberdade, já me disseram. E isso me faz lembrar outra coisa de que dei abandono. As Ciências Sociais.

Porque ser responsável por reproduzir a própria existência nos deixa pragmáticos demais. Para que filosofia se não sei cozinhar? Ou entender a sociedade se mal sei cuidar de umas plantinhas? Ontologia do ser social é legal, mas aprender a fazer a manutenção da vida é essencial. No entanto, o intensivo de um ano foi bom, mas agora já chega também de pragmatismos. Posso voltar aos estudos. Ou não. Quem vai saber?

Por fim, deixei tudo o que me doía. 2015 foi um ano de desfazer os nós. Rever os planos. Reavaliar o que e quem realmente importa. Libertar para deixar fluir. Agora sim, mais leve, livre para novas encrencas. Quem sabe reate com uma antiga amante? Este pode ser o marco de um recomeço.

;-*