quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Na universidade

Acreditem se quiser, eu peguei o meu DIPLOMA!!!!! Que emoção hehehe... seguem três tirinhas que me fazem lebrar de alguns momentos da facul.. o quanto este diploma não me rendeu!








terça-feira, 28 de setembro de 2010

me percorro em vielas
as setas me apertam
sou o parafuso solto do presente

Zeh Gustavo



Fotos Formatura










segunda-feira, 27 de setembro de 2010

E chega o dia da Festa

Semana antes da formatura foi uma loucura. Um corre corre pra acertar tudo a tempo. Eu gostaria, na verdade, de ter uma fada madrinha que na hora do baile viesse e tcharam!, me transformasse de gata borralheira em cinderela, sem que eu tivesse que  fazer o mínimo esforço. Conto de fadas?? Bom, como sou uma menina de muita sorte, depois do corre dos dias anteriores, não posso negar, tive, não apenas uma, mas duas fadas madrinhas!

Todos ficavam abismados quando me perguntavam "já sabe em que cabeleireiro vai fazer o penteado??" e eu respondia "sim, minha costureira!", ou "onde vai fazer sua maquiagem?", "na minha costureira!!", já comprou os brincos?? "claro, a minha costureira comprou!!! Hahahha...

Não sei com que palavras agradecer estas duas! Célia e Gisele, me prepararm com um carinho, como se fosse a filha delas a se formar. Elas simplesmente me deixaram MARAVILHOSAAA, um arraso! não tinha pra Jacleclé nem Victor Valentim hahahaha!!


A FORMATURA

Estava tudo muito lindooooooooooo! O salão, o buffet, a banda, tudo estilo Moulin Rouge, adooooroooo..
Minhas amigas estavam liiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnndass, maravilhosas!!!!, Letícia e Aline, meus amores, enfim nos formamos!!!! Comemoramos, dançamos, bebemos, até tequila com limão e sal entrou na dança!

Lá estavam muitas pessoas especiais, pais, tios, primos, amigos, a Mari meu amor!
A festa foi uma delícia, me diverti muito, foi uma noite inesquecível. Dancei até com a escola de samba! Vê se pode!!!! rsrs

Ah, sim! E minha costureira que fez meus 3 vestidos de formatura, já está planejando o próximo, o do casório!  bom, dessa vez ela vai ter bastante tempo pra pensar hahahah






P.S 1- E, para os contratempos, estes que há em toda festa e algum outro mais desagradável, como um amigo meu costuma dizer 'tudo vale a pena quando a alma não é pequena'. Pois quando a alma e a mente são limitadas, creio que não vale um suspiro meu meu, que dirá uma longa explicação...
2- Em breve, as fotooosss

Sou fio da véia



Luiz Américo e Braguinha -

sou filho da véia ô
e eu não pego nada
a véia tem força ô
na encruzilhada

não bati mais meu carro
tem sempre uma grana e mulher de montão
tô sempre coberto dos pés à cabeça
nego me encosta cai duro no chão
com sete pitada da sua cacimba
marafa e dendê
um banho de arruda todinho cruzado
na minha horta só tem que chover

quem quiser que acredite
ou então deixe de acreditar
a força que ela me deu
só ela é quem pode tirar
venço e não sou vencido
aqui neste reino e em qualquer lugar
os zóio de inveja de boi mandingueiro
a véia levou pro fundo do mar

sábado, 25 de setembro de 2010

Baile


A menina...se enfeitando toda!
Post de ontem não postado:

Humor hoje: Estranho.

Sabe quando você fica assim, estranho? Quando não tá pra brincadeira nem pra choro, nem pra conversa nem pra silêncio.
Algo que eu não sei sugou o meu sorriso esta noite, aí acordei assim, neste estado indefinido.



Post de hoje:

Coração aliviado. Nada como uma conversa sincera e esclarecedora. A verdade, mesmo que não seja a que você gostaria, é sempre melhor, melhor do que olhos vendados no meio da confusão. Prefiro assim, cada coisa no seu lugar e pés grudados no chão, além disso, se decepcionar ou não muitas vezes depende da gente.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Segunda-feira

Após uma noite mal dormida, acordei decidida a resolver algumas coisas que andavam comendo o meu sono e o meu sossego. Há 7 dias de escolher onde vai trabalhar nos próximos meses, e a danada aqui não tinha movido uma palha para conhecer um lugar sequer! Essas coisas não são simples, é importante sentir os ambientes, as pessoas, o clima, não dá pra ir às cegas. Especialmente eu, que inicio agora, vou precisar aprender tudo e para isso vou precisar de pessoas dispostas a ensinar. Pois não nos ensinam a cuidar de bebês na faculdade. Aliás, tenho a sensação de que na facul tão pouco nos ensinam a ser professoras/es! Mas este assunto merece outro post...
Ontem fui conhecer uma creche. Pra começo de conversa, eu acreditava que não existia creche mais fofa que a que trabalho agora. Pois me enganei! O CEI que visitei é lindo. As pessoas me receberam bem. Lá tenho amigos. Voltei para casa aliviada e confiante.
No mesmo dia, entreguei na bendita faculdade um documento que faltava para o meu diploma, comprei a sandália da formatura, combinei com a costureira a prova do vestido, ela fará meu cabelo e maquiagem. Pronto! Finalmente, últimos detalhes do baile resolvidos. Outro alívio.

Agora é só aguardar e torcer pra que dê tudo certo!


domingo, 19 de setembro de 2010

Lendo






Hamlet

A incapacidade de ser verdadeiro

Carlos Drummond de Andrade
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: “Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia”.


Nalgum Lugar

nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa

ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

[e.e cummings]



Lindo demais. Ouça.

sábado, 18 de setembro de 2010

dos últimos posts

Meus últimos posts renderam algum comentário. Quando não no blog, longos textos no email e conversas no msn. Discussões, algumas recomendações, foram boas trocas. Me indicaram desde pstu à leituras existencialistas, passando por marx, trotski, método da economia política e creio que em breve (que muito demora) vem mais pela frente. Vou, ora e outra, comentando algumas.


"As épocas reacionárias como a que estamos vivendo não somente desintegram e debilitam a classe operária e sua vanguarda, mas também rebaixam o nível ideológico geral do movimento e retroage o pensamento político a etapas já amplamente superadas. Nestas circunstâncias, a tarefa mais importante da vanguarda é não se deixar arrastar pelo fluxo regressivo, e sim nadar contra a corrente. Se a relação de forças desfavorável impede manter as posições conquistadas, ao menos se deve aferrar a suas posições ideológicas, porque estas expressam as custosas experiências do passado. Os imbecis qualificarão esta política de "sectária". Na realidade, é a única maneira de preparar um novo e enorme avanço quando se produzir o próximo ascenso da maré histórica." (Trotski)

"O marxismo sem classe revolucionária espera por dias melhores". Um amigo meu escreveu.
É bem verdade que estamos numa época em que as próprias massas são reacionárias, pra elas o capitalismo vai muito bem obrigado. E é também verdade que um partido revolucionário não se faz só por estar inserido nas massas (o PT é um exemplo), mas acho que tão pouco se faz um partido revolucionário sem nelas estar inserido. Mas também vejo esta própria vanguarda e seus instrumentos de luta como enferrujados e sem conserto, incapazes de avançar, pois nestes tempos até os que se dizem mais avançados são na verdade incapazes de algum progresso mesmo que em pensamento, este que anda tão destroçado em nossos dias. Perceba que há um mundo inteiro e tudo o que há nele nos negando o tempo inteiro. Lutar com o propósito revolucionário hoje é um nadar contra a correnteza com um grilhão ao tornozelo te prendendo à margem, ou seja, sem a menor perspectiva de sair do lugar, pode ser uma tentativa de não retroagir, mas também não garante algum avanço no futuro.

Genial

Malvadinho

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

É assim que algumas expressões soam aos meus ouvidos:

Tenha calma - roa as unhas de ansiedade

Em breve - daqui uma eternidade e meia

Logo - nem tão cedo

Quero muito te ver - daqui 30 anos nos veremos

Vai dar tudo certo - grande probabilidade de dar tudo errado

Precisamos conversar - fudeu

A grama do vizinho é mesmo mais verde?

Dois anos e meio na secretaria da creche e agora a um mês de conhecer o outro lado da moeda. Falando assim até parecem duas coisas opostas: sala de aula x secretaria, equipe docente x equipe técnica, convivendo num mesmo local numa guerra infinita. Este oposto existe sim, mas enquanto burocracia x pedagógico. A burocracia é aquela pedra no caminho do trabalho pedagógico, não há como negar. Porém, o que muitas que estão do lado de lá (no caso, ainda, as professoras) ainda não entendem, é que esta pedra (a burocracia) está além das virtudes ou vissicitudes das pessoas que a representam . A culpa é da Direção! Como se a direção não fosse também uma subordinada às peripécias de superiores representantes do estado.

É uma contradição, pois, ao mesmo tempo em que a ideia é a de que lá estamos para atender as necessidades pedagógicas, a pressão que os infinitos tramites burocráticos exercem sobre esta equipe técnica é esmagadora. Os papéis transbordam e se multiplicam numa velocidade incrível dentro de uma secretaria. Papéis muitas vezes inúteis. (Um exemplo é o contador de páginas. Apenas para informarmos o número de páginas que imprimimos por mês, e mostrar que estamos economizando, é necessário um relatório impresso de 6 páginas! Ainda por cima, se ultrapassar a cota devemos justificar (em outroo relatório) tamanho disperdício!! É o cúmulo!).

Quando deixei a sala de aula de uma escola particular para trabalhar na secreteria de uma escola municipal, confesso, fiquei enojada com tamanha burocracia, além de me sentir inútil e imóvel, pois não há evolução e nem mudança significativa. Mas como todo bom ser humano, acabei por me adaptar aos pápéis, computadores lentos e emails cheios de ordens e pra ontens, sempre a disposição dos mandos e desmandos da DRE - Diretoria Regional de Educação.

E justo nesta hora estou prestes a me despedir! Rumo ao outro lado da coisa. Bem que poderia ser verdade aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde!



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Lendo





Romeu e Julieta


tédio

Pelo visto sou a única que anda sem o que fazer da vida né. As pessoas andam todas muito atarefadas. Algum ser gentil poderia me arrumar algumas de suas tarefas, já que estou aqui neste tédio absoluto. Na escola nada, em casa nada, nada em nada. Acho que dia ou outro eu morro de tédio! Eu que antes me dividia em duas. Veja que coisa! Desaprendi a ter sossego!  Vai entender...



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Só?

Hoje estava me sentindo sozinha.

Cheguei do trabalho às 15h30. Ninguém em casa.
Nenhuma mensagem no celular. Entrei no msn, ninguém. Olhei email, ninguém. Pensei 'maldita internet, vou deletar tudo'.

Tão sozinha, tãaaoo sozinha... que depre.
Triste, fui deitar.

Então minha mãe me liga. Em seguida recebo o email do Luis, logo depois o da Helena. Aí uma ligação do Fe, uma breve conversa. Outra ligação dessa vez do Belon, ia na casa da Jé e estava rumo à minha casa para irmos juntos. Que noite agradável passamos na casa da Jé! Adoro estes amigos do tipo salvadores da pátria.



Ufa, me sinto melhor agora...



Ps: "me sinto só, mas quem é que nunca se sentiu assim, procurando um caminho pra seguir uma direção. Respostas! Um minuto para o fim do mundo, toda a sua vida em 60 segundos, uma volta do ponteiro do relógio pra viver....." Há 6 anos atrás estaríamos na Jé cantando esta música.. Eu, nostálgica? de jeito nenhum...

Despensamentos de uma tarde de domingo

Ai, será possível que existe dia mais chato que domingo?!

Que tédio, que preguiça, que desvontade aguda!!

Me confino neste quarto e nem a luz do dia, o calor do sol, me dão ânimo para dar as caras fora da minha torrezinha. Fico aqui, quieta, eu e minha saudade.





Li do Socialismo utópico ao socialismo ciêntífico, de Engels. Demais. Porque ninguém mandou eu ler isso antes??? (não minta Camila...) Esclareceu tanta coisa. MUITA! Inclusive uma tal de dialética que alguém tentou me explicar numa mesa de bar usando um copo de saque... (mas sem saber que naquele dia excepcionalmente a política só estava na mesa para eu ter um tiquinho de sua atenção..)

****

sintomas de saudade

 

domingo, 12 de setembro de 2010

...prendia o choro e aguava o bom do amor.





é preciso calma
pra contar com os dedos...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ler devia ser proibido

Posto este vídeo em resposta ao post "Cuidado com o que andam lendo..." - do blog O mundo antes de mim.

A respeito dos partidos de esquerda

Há cerca de quase 2 anos venho acompanhando, ainda que não profundamente, algumas ideias e ações dos partidos e correntes de esquerda mais radicais, e a sensação que me provocam é a seguinte:


É um querendo comer o outro vivo. Além disso, um linguajar desgarrado do cotidiano das pessoas, ora, mas eles leram! Sabem Marx, Engels, Lennin, Trotsky, e o caraleo a quatro! Sabem tudo só não aprenderam a falar a língua falada pelo trabalhador... o trabalhador.. Não seriam estes exatamente a única classe capaz de subverter a atual ordem das coisas?!! Ah, mas que coisa não!

Mas Galeano em um trecho de Veias Abertas explica de forma impecável o que eu quero dizer...

A linguagem hermética nem sempre é o preço inevitável da profundidade. Em alguns casos pode estar simplesmente escondendo uma incapacidade de comunicação, elevando-a à categoria de virtude intelectual. Suspeito que o fastio serve, dessa forma, para bendizer a ordem estabelecida: confirma que o conhecimento é um privilégio das elites.
Algo parecido costuma ocorrer, diga-se de passagem, com certa literatura militante dirigida a um público conivente. Parece-me conformista, apesar de toda a sua possível retórica revolucionária, uma linguagem que repete mecanicamente, para os mesmos ouvidos, as mesmas frases pré-fabricadas, os mesmos adjetivos, as mesmas fórmulas declamatórias. Talvez esta literatura de paróquia esteja tão longe da revolução como a pornografia está longe do erotismo.

Sei que a disputa entre os partidos de esquerda sempre existiu e faz parte, porém, no agora, alguns deles parecem fazer a finalidade de sua existência escancarar o quanto os outros partidos são ruins, esquecendo-se de sua própria atuação. E hoje a distância deles das massas populares é muito grande. Talvez seja isso que mais me incomoda. Eles falam o tempo todo pra eles mesmos. O contato com os explorados e oprimidos é mínimo. Eu entendo que isso seja consequência dos tempos que vivemos, "tempos obscuros", mas ainda assim não vejo razão em militar num partido cujas ideias são incríveis, mas as formas de colocá-las em prática são extremamente limitadas. A lembrar que tenho ciência de que para a revolução é necessário um partido revolucionário que conduza o processo, e também por isso não sou de nenhum partido, exatamente por hoje não conseguir enxergar grande potencial revolucionário em nenhum deles, são tão limitados quanto a época em que vivem (“Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. Marx. Esta frase torna inclusive minhas questões três vezes mais difíceis). Não, não pretendo fundar nenhum novo partido também por não saber como fazer melhor. Como fazer diferente? Eu não sei, mas precisa existir outras maneiras.



Ps: Vamos lá, estou em processo de construção e desconstrução, portanto aceito ideias, críticas e contribuições.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Sistema

Os funcionários não funcionam.
Os políticos falam mas não dizem.
Os votantes votam mas não escolhem.
Os meios de informação desinformam.
Os centros de ensino ensinam a ignorar.
Os juízes condenam as vítimas.
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas.
Os policiais não combatem os crimes, porque estão ocupados cometendo-os.
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados.
O dinheiro é mais livre que as pessoas.
As pessoas estão a serviço das coisas.

Eduardo Galeano

Na Colação...





Visita na facul

Nada melhor do que ir à faculdade e rever os meus queridos para melhorar o meu astral!

Primeiro um suco de goiaba com leite e misto quente acompanhados de uma longa conversa no bar com o Fe. Depois uma cerveja e um cigarrinho com o Julio, porque ninguém é de ferro! Pelos corredores encontramos o Cris, o desaparecido, inflamado Cris. Saudade. Então encontramos a Lya e a Marlene na cantina, dicutimos blogs, futuros e a duvidosa idade do Felipe.. (que acaba de completar 24) rs. O intervalo termina e ainda faltavam duas pessoas. Na última sala do corredor estava o Zilmar. Adoro aquele abraço! Já indo embora encontramos no pátio o Mario, meu querido Mario sempre com suas tarefas intermináveis de militante. Vi Nilseia, que disse-nos sobre a complicada situação do 1° semestre de pedago e nos pediu ajuda. Ganhei chocolate e fomos andando, eu o Fe e o Mario. Na esquina, para fechar o dia com chave de ouro, um BIG brigadeiro com morango dentro! Que delícia, inclusive ver minha dieta indo pro espaço.

Mas ainda não acabou... hoje de manhã que dor de barriga! Eu disse pro Felipe que leite com goiaba e cerveja não combinavam...


Ps.: Meus amigos que eu adoro, foi uma delícia revê-los. Sinto saudades.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Momento divã

Engraçado. Militar não estava fazendo sentido, mas tão pouco a vida tem sentido sem militar. Quem compreende essa garota louca??!!

Bem pessimista e fatalista, como muitos adoram me chamar, cheguei a conclusão, depois da greve, que de nada adianta lutar!, as coisas não vão mudar e gastaremos energia em vão. Era o que eu sentia.

Algum tempo passou, pouco mais de dois meses. Minha vida numa bolha, sem controle ou direção, cadê minhas vontades? Eu murchei junto com o movimento. E não percebia o quanto minha vida estava ligada, entrelaçada, não especificamente ao movimento da Castelo, mas àqueles ideiais que passaram a nutrir-me de energia, alimentar minha vida de sentido e minha alma de esperança. Que quando por breve tempo os desacreditei, murchei, feito uma planta sem água. É como me sinto.

Quem me conhece bem sabe que ando desanimada e morocoxô ... (Mas só quem bem me conhece, pois aprendi a não sair por aí exalando e contaminando as pessoas com meu desânimo e mal humor. Um aprendizado que ainda me esforço para, ser alegre mesmo quando não é a alegria que me arrebata.)

Além de tudo, alguns outros aspectos da minha vida me angustiam, não por culpa simplesmente dos fatos ou das pessoas, mas pelo modo como as coisas e as relações se dão nesta sociedade. O que novamente me enche de indignação a ponto de explodir. Estar num mundo de privações e culpas sem limites, onde as pessoas não podem amar, não podem ser elas e tão pouco quem são levadas a almejarem ser.

E o que faço agora? Sento-me confortavelmente no sofá e me acomodo, busco a felicidade enlatada da família da margarina? Como posso se este sentimento de rejeição de toda esta mentira explode dentro de mim? Como calar? Fingir que não sei de nada, que não sinto, que não vejo e pior, que não me incomoda??
Em contrapartida, lutar com que armas? Se as armas que achava ter se mostram tão frágeis e enferrujadas frente às forças contrárias...


****
Sâo só algumas reflexões, perguntas ainda sem respostas, que vem me deixando mais pra lá do que pra cá...



Leituras

Apesar da ausência do sol, ir à praia foi bom. E produtivo! Li dois livros, acreditem! O que a distância desta viciosa internet não faz...

Veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, venho tentando ler este livro há uma década e só agora consegui terminar. É bom, ácido, repleto de denúncias e informações sobre as barbaridades cometidas na América Latina, de início pelos europeus quando aqui chegaram e depois os EUA e o tal do neocolonialismo. É de espumar de raiva. Livro longo que começa a dar enjoo depois da metade pelo excesso de informações e ausência de uma linha do tempo. Mas apesar disso é bom e eu recomendo.

Liberdade, Volver!, de Neir Ilelis. Encontrei jogado entre os muitos livros ancaixotados lá na creche. Neste dia me surpreendi com a quantidade de livros interessantes que estavam há muito entulhados por lá. Peguei-o desta vez pensando numa leitura leve e fácil. Um romance aventuresco passado nos anos 70 no Brasil, plena ditadura militar. Fraco, muito fraco. Um livro pode ser leve e fácil sem perder a graça. Este perdeu, na minha opinião, por que o protagonista do livro era um bocó (e o autor sem nenhuma formação política). Exatamente, um bocó. Se dizia comunista mas não o era nem de longe. Mas brincou na hora errada e acabou exilado. Sua busca pela liberdade termina feliz quando ele finalmente se encontra com "um filho e um cachorro" e uma família feliz de comercial de margarina.


Filho e um cachorro - Zeca Baleiro


Esta tal de liberdade. Esta que tantos almejam. Para mim ela não significa simplesmente liberdade de ir e vir, de escolher entre as opções que se apresentam, ou de sair pelo mundo sem rumo, de desafiar a ordem, a moral ou sei lá. Não é uma liberdade para mim, para a minha vida exclusivamente, a que desejo. Esta é limitada e fácil (entre aspas)  de conseguir, depende apenas de decisões, escolhas dentre as possíveis opções. 

Pois o que pulsa dentro de mim é muito maior, intenso e exigente...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vou à praia.

Sol, mar... descanso.

Bom feriado!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mundo

Mundo hostil. Mundo de liberdades minúsculas.
E não são as pessoas! O mundo está errado e elas aprendem errado. Aprendemos errado, um errado que é certo, de acordo com o mundo errado. E não há educação que resolva, não neste mundo. Porque ele é mais forte que as nossas vontades e nos esmaga, seja de uma forma ou outra, sem dó nem piedade. Ele não foi feito para nós...