quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Libertar e deixar fluir - Ressurgindo das cinzas, cá estou

Faz tanto tempo que não apareço por aqui que fico até desconcertada. Algo que me era tão familiar - a escrita - hoje me parece tão secreta, tímida, distante. É, perdemos a intimidade. Mas creio que nada que um bom texto não refaça os laços, nada de mágoas e ressentimentos, certo querida? Afinal, se te abandonei foi por amor, e quer melhor assunto para prosa??

Abandonei também, por estes tempos, a leitura. Esse ponto é realmente perigoso, não recomendo. Agora até Martha Medeiros anda me parecendo difícil. Pois é, o vocabulário míngua, o raciocínio perde a fluidez, a preguiça toma conta. Você só quer ler crônicas, versos, frases. E nada muito profundo porque dá sono. O que sobra? Livros de auto-ajuda! Conclusão: parar de ler não é um bom negócio, definitivamente.

Deixei também alguns vícios. Redes sociais, drogas e rock'in'roll. Minha nova dieta exclui facebook e nada tem me feito benefício maior! Já vinha irritada com o tamanho do tempo que eu perdia vendo o mais do mesmo, até aquilo virar um verdadeiro palco para um show de horrores com toda sorte de preconceitos, alienação e arrogâncias! Chega, pára, pára! Pára essa birosca que eu quero descer!!! E desci. Ufa

Além disso, fechei a janelinha.  É porque nestes tempos de bonança ando compreendendo o pagodinho que diz que "tem gente que não pode, não pode!, ver ninguém feliz que sofre!". Nossa e qual foi minha decepção em descobrir isso! Chato, chato. Mas até que um pagodinho vai bem, às vezes, o que é uma boa descoberta.

No lugar do face coloquei o inglês. Uau, eu que detestava essa matéria na escola - antes tarde do que nunca - estou me descobrindo uma boa aprendiz e aluna aplicada. E autodidata. Sim, disciplina é liberdade, já me disseram. E isso me faz lembrar outra coisa de que dei abandono. As Ciências Sociais.

Porque ser responsável por reproduzir a própria existência nos deixa pragmáticos demais. Para que filosofia se não sei cozinhar? Ou entender a sociedade se mal sei cuidar de umas plantinhas? Ontologia do ser social é legal, mas aprender a fazer a manutenção da vida é essencial. No entanto, o intensivo de um ano foi bom, mas agora já chega também de pragmatismos. Posso voltar aos estudos. Ou não. Quem vai saber?

Por fim, deixei tudo o que me doía. 2015 foi um ano de desfazer os nós. Rever os planos. Reavaliar o que e quem realmente importa. Libertar para deixar fluir. Agora sim, mais leve, livre para novas encrencas. Quem sabe reate com uma antiga amante? Este pode ser o marco de um recomeço.

;-*