domingo, 25 de abril de 2010

Celebração de bodas da razão com o coração

Para que a gente escreve, se não é para juntar nossos pedacinhos? Desde que entramos na escola ou na igreja, a educação nos esquarteja:nos ensina a divorciar a alma do corpo e a razão do coração.
Sábios doutores de Ética e Moral serão os pescadores das costas colombianas, que inventaram a palavra sentipensador para definir a linguagem que diz a verdade.















Galeano


Sonha, criança.
Sonha que faz bem sonhar.
Sonha que o sonho é doce.

Sonhar... ah!
Sublime capacidade do homem!

sábado, 24 de abril de 2010

E o coração?


Batendo
Desatinadamente
Desesperadamente

É um tum tum tum dos infernos
descontrolado
descompassado

Me dá nausea
me atordoa
falta o ar

Ele quer fugir
saltar pela boca
sumir

deste cárcere
destas correntes
deseja livrar-se

a liberdade ele suspira
com outro mundo sonha
bate coração!

As mais fétidas pérolas dos "mestres" da pedagogia


Quero minha formatura!! E quero agora, já, imediatamente!!!!!!!!!!

Chega! Não tenho mais condições de suportar tanta baboseira! Tanto professor incompetente, incoerente, desprovido de bom senso! Essas aulas insossas, pra retardados, esses conteúdos desligados da realidade, esse discurso pró-democracia (sejamos cidadãos críticos!) ou, pior, pseudo-socialista !!!

Tem gente que não devia estar no ensino.... devia estar na cadeia!!!
(quem escolhe: o emprego escolhe a pessoa ou a pessoa escolhe o emprego?? Não está satisfeito com o salário vá buscar outro trabalho!! - se referindo às trabalhadoras tercerizadas que trabalham sob condições aburdas de trabalho nas escolas da prefeitura)
É o CÚMULO ter que ouvir uma coisa dessas sair da boca de um professor!!!!!!!

Gestão, segunda-feira: dois módulos.
1°Módulo: -Pode ir tirar xerox quem quiser, vou iniciar a aula só no próximo módulo.
Ahnnn? Como assim?? Faz eu sair da minha casa as 7h pra iniciar a aula às 9h20??? Eu tenho cara de Bozo, por acaso????Depois quer ser respeitada na sala! Por onde anda a noção DELA de respeito?? A milhas daqui pelo visto...

O de História afro-brasileira, contraditoriamente, faz de sua aula a mais insignificante de todas, aceitando dar aula pras paredes, enquanto o povo conversa, lê revista de beleza, dorme, ou simplesmente conta os buracos do teto (sim, porque nesta aula até os buracos do teto ficam interessantes). E pra fechar com chave de ouro, suas avaliações são resumos de textos feito em casa, em grupo. É verdade, pra quê fazer refletir sobre esse tema, não é mesmo? Afinal, nem existe preconceito racial no Brasil mesmo...

Tem também aquela que simplesmente NÃO DÁ aula. Ela fala do Bigbrother. Fala do esmalte da fulaninha. Fala da minha boina. E na avaliação põe numa questão DÊ SUA OPINIÃO. Mas ela esqueceu-se de dizer 'dê a sua opinião CERTA, a que EU quero escutar', porque a OPINIÃO da metade da sala, em sua correção, estava INCORRETA. Tendeu?? E quando foi questionada, simplesmente disse que não ia mudar nenhuma nota. Ahhhh, e um pequeno, quase insignificante detalhe... a disciplina dela é TEORIAS DA AVALIAÇÃO. Este destino é mesmo um irônico...

Além daquela que "quando pensa (raro), perde o foco" hahahahhaha



Alguns devem pensar, a garota fala fala dos professores, mas e a postura dela diante do curso? Deixo bem claro: NÃO copio lição de lousa. Não e ponto. Não faço questão de ouvir explicação medíocre de 15 minutos, ultrasuperficial, que se contradiz na prática, que não faz um mínimo paralelo com a realidade e que ainda por cima é monólogo, portanto, prefiro ler meus livros. Não faço perguntas porque vejo os profs escaparem pela tangente quando alguém se atreve. Não faço críticas porque eles são 'os donos da verdade absoluta'. Leio a apostila um dia antes da prova simplesmente porque na maioria das vezes os conteúdos não me interessam minimamente, ou sei que não tem absoluta noção com o real e por isso fico estressada com coisas como "gestão democrática", "escola aberta", por exemplo. Chego atrasada mesmo, certos profs começam a aula só depois da 8h. Durmo. Dependendo da aula, bato-papo. Certas provas faço com desprezo, entrego 5 min depois. Não faço trabalhos. Se faço, é 10 min antes de entregar. Falto todas as faltas que tiver direito, pois tenho plena certeza de que não estarei perdendo nada.

Enfim, tudo isso não demonstra prepotencia, arrogancia, ou 'achismo' da minha parte, mas sim SACO CHEIO. Por que quem me conhece bem sabe o quanto gosto dos estudos, apenas não admito que professores que estão a formar professores tenham este total descaso e falta de compromisso com seu trabalho.


Mas tem algo que ainda me anima na facul....


...o fato de faltarem apenas 2 meses pra ela ACABARRRRR!!!!!!



Ps: Devo ressaltar aqui que O ÚNICO professor (atual) que não se encaixa nas descrições e pérolas acima é o prof. Ronaldo.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Odeio os Indiferentes

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.

A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.

Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Antonio Gramsci


11 de Fevereiro de 1917

Inspirada, grandiosa, heróica, trágica e acima de tudo uma revolucionária marxista


“A ordem reina em Berlim! Estúpidos lacaios! Vossa 'ordem' está construída sobre a areia. A revolução amanhã 'se levantará de novo brandindo suas armas com estrondo' e proclamará com suas trombetas: Fui, sou e serei!”


Rosa Luxemburgo, 1919

http://paoerosaslutadorasrosa.blogspot.com/

Rosa Luxemburgo, a mais célebre revolucionária de todos os tempo! Ela se põe apaixonadamente na luta pela emancipação humana. Grande mulher!



(Minha inspiração rsrs)
Antes de dormir os pensamentos pulavam feito pipoca da minha cabeça e, agora, não aparece um sequer. Tavez seja porque tenho tanto o que dizer que mal sei por onde começar.

domingo, 18 de abril de 2010

Eu sou o parafuso solto do presente

Quando começo a pensar demais sempre entro em colapso. Quando penso que está tudo bagunçado e me sinto numa canoa furada remando contra a maré me dá um desespero... Nestes momentos preciso me acalmar e para isso recorro sempre àquele texto da Rosa, aquele texto que sempre melhora o meu ânimo.

O texto se trata de um trecho de uma carta escrita na prisão por Rosa Luxemburg dirigida à Luise Kautsky, em 1917.



"Perdeste decerto o gosto pela música temporariamente, como de resto por muitas outras coisas. A tua cabeça está cheia de cuidados por um mundo cuja história se distorceu... Todos os que me escrevem suspiram e se queixam. Isso é demasiado estúpido. Não compreendem que o fracasso geral é demasiado grande para nos lamentarmos?... Posso aborrecer-me se a Mimi fica doente ou se alguma coisa te acontecer. Mas se todo o mundo se desarticula, então procuro compreender o que aconteceu e porque aconteceu, e se cumpri o meu dever de novo me sinto aliviada. E recupero novamente tudo aquilo que me agrada: a música e a arte e as nuvens, a observação das plantas na Primavera, os bons livros, a Mimi, tu e muitas outras coisas... Sou rica e penso que continuarei a sê-lo para sempre. Abandonarmo-nos completamente às calamidades do momento é intolerável e incompreensível. Pensa com que serenidade Goethe observava as coisas. E recorda-te daquilo por que passou: a Grande Revolução Francesa - que vista de perto deve ter parecido nada mais do que uma farsa sangrenta e essencialmente inútil. E depois, entre 1793 e 1815, uma cadeia initerrupta de guerras até o mundo se parecer novamente com uma casa de malucos. E com que calma e serenidade intelectual continuou seus estudos sobre a metamorfose das plantas, a cromatologia e mil e uma outras coisas! Não espero que escrevas poesia como Goethe, mas podes adotar sua atitude para com a vida, a sua universalidade de interesses, e a sua harmonia interior - ou pelo menos podes tentar atingi-la. E se disseres: mas Goethe não era politicamente ativo, então responderei que um lutador político deve ser capaz de se colocar acima das coisas com urgência ainda maior, ou afundar-se-á até as orelhas nas trivialidades da vida de todos os dias."


Sabe quando você está muito gripado e então, antes de dormir, toma um leitinho quente com manteiga e canela?? Este texto me faz efeito parecido!!

sábado, 17 de abril de 2010

As coisas são muito complicadas. Está tudo muito bagunçado. Nem mesmo dentro da minha cabeça eu consigo organizar. Vejamos...

A greve dos profs foi uma greve eleitoral. Tipo assim, o sindicato que pertence a um partido (PT) quis desmoralizar o Serra pra aumentar o ibope da Dilma na eleições presidenciais. O sindicado determinou o início e o fim da greve. Acreditou-se que o Serra faria concessões pelo fato de ser ano eleitoral. Mas ele preferiu mostrar pra burguesia que não vai ceder nada aos trabalhadores. No final das contas, a greve foi derrotada, os profs voltaram ao trabalho e ponto final. Será? Uhn, acho que por ter sido uma greve muito massiva (sinal de que grande parte dos profs não está satisfeita) e que por final não conseguiu nada, por que simplesmente o sindicato decretou o seu fim, muitos profs voltaram para casa um tanto revoltados com a direção do sindicato...  talvez isso ajude a abrir a portinha da consciência e dela saia a necessidade de se organizar pela base desde já pra não deixar que da próxima vez sua luta se perca novamente nos interesses políticos dos sindicatos. Pra que da próxima vez a greve tenha início pelos professores, porque este é o real sentido de greve. Esta é uma arma dos trabalhadores, são eles que dela devem fazer uso, e não a burocracia sindical em prol dos seus interesses. Nesse sentido os trabalhadores acabam virando massa de manobra política. Se os professores sentirem isso, não com um sentimento derrotista, mas com vontade de tomar nas mãos o seu próprio destino, já pode significar um grande avanço para as próximas lutas.

Neste resumão, ficam muitas coisas para serem pensadas e discutidas... mas eu gostaria que fossem pensadas e questionadas pelos próprios professores, por que de nada adianta todo um falatório de outras pessoas em torno do assunto, na minha opinião vira uma discussão com fim em si mesma, completamente estéril se dela não participarem, ou melhor, se ela não for conduzida por seus principais interessados: os professores.

No meio disto tudo eu andei notando umas coisas.. uma delas é que, antes, eu achava que cada um falava uma coisa diferente. Mas depois percebi que na verdade existem vários níveis de consciência para um mesmo assunto. Mas hoje pude sentir que o mais revolucionário de todos eles é o que vem dos próprios trabalhadores. Vi isto na atividade de hoje que pretendeu fazer um balanço da greve e tirar encaminhamentos. Você pode até ter intelecto e conhecimento suficiente pra fazer uma ultra relação da greve com o resto do mundo e o escambal, mas sua fala se torna quase vazia depois de ouvir o que um trabalhador tem a dizer. Você pode saber de tudo, mas quem tem o poder nas mãos de realmente mudar alguma coisa é ele.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Estou com problemas temporários de exclusão digital, mas espero que logo se resolva.

Em breve, contarei as aventuras de Camila e Jenifer nos telhados da Casa Socialista do ABC.

Bom final de semana pra vocês!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Aos que virão depois de nós

I

Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?
É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)
Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.

Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

...

Brecht

domingo, 11 de abril de 2010

Ai anônima, não sei se me expressei mal, mas a minha intenção não era de modo algum te indicar algum tipo de "auto-ajuda" rsrs.. inclusive por que também não curto muito a "auto" ajuda que venha de algum livro que um desconhecido qualquer escreveu. Pensar e refletir sobre a minha própria vida (e escrevê-la!) é o que me faz compreender melhor a mim, as outras pessoas e o mundo à minha volta. O post eu escrevi porque já passei por momentos em que parecia que não valia a pena lutar por aquilo que acreditava.

De certo que eu não sei no acreditas, mas algo que trouxe novamente a minha motivação foi me engajar com pessoas que tinham as mesmas ideias e interesses que eu. Isso me deu novo ânimo e creio que foi o que me manteve de pé em alguns momentos, e não só, foi o que deu novo sentido, novo rumo à minha vida.

Nunca me identifiquei de fato com a Pedagogia, entrei no curso por forças diversas, mas não por me interessar realmente pela educação. Mas foi no curso que descobri meus verdadeiros interesses. Passei por muitas crises, inclusive esta de ver todo mundo acomodado enquanto eu me incomodava e me indignava diante de algumas coisas, e parecia que só eu via e sentia... Quando estava quase renunciando àquilo que acreditava ser o certo, devo confessar, nossos professores foram os que me deram apoio e força para não desistir, e me incentivaram a buscar coisas para além dos muros da faculdade. Uma coisa eu aprendi:  sozinha é impossível mudar algo!! E o resultado é sempre a desmotivação. Descobri que me articular com pessoas que se indignam como eu, que não aceitam as coisas como estão dadas e que se recusam a ficar de braços cruzados é fundamental para realizar alguma transformação. Nos organizar com pessoas que pensam e sente parecido com a gente é importante e nos faz um bem imenso!

Bom, eu também não sei o que você entende por viver plenamente, e acho até que seria legal a gente continuar essa conversa por e-mail, o que você acha? Meu e-mail é camila.loures@hotmail.com . Se você me mandar algo, te responderei pelo e-mail, ok?

Mas, enfim, já muito me questionei sobre viver plenamente, a felicidade, e tals, e hoje entendo por viver plenamente você poder viver e se desenvolver em todos aqueles aspectos que nos caracterizam como seres "humanos", ou seja, nas esferas intelectual, emocional, pessoal, amorosa, artística, política... enfim! Mande um e-mail!! Assim poderemos conversar melhor.
Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos. (Confúcio)

Talvez o meu maior problema esteja sendo esperar muito das pessoas. Exijo muito de mim e isso me leva a esperar que as pessoas façam o mesmo com elas próprias, e não é bem assim que acontece. O resultado disso é que acabo me decepcionando mais do que deveria...

Ou talvez eu ande fazendo muito barulho por nada. Ou vivo tudo com mais intensidade do que deveria, não sei... Mas descobri que preciso urgente é de CALMA. PACIÊNCIA, SERENIDADE..

Percebi que tenho tirado conclusões precipitadas, sempre, em tudo. Não só conclusões mas julgamentos. Meu pensamento voa na velocidade da luz. É um desespero pra saber, pra entender, pra descobrir, pra prever, que tem me deixado pirada, encontrando chifres na cabeça de cavalo, idealizando demais, me desesperando por pouco.

Preciso reorganizar a minha vida e encontrar um foco. Importante me concentrar em algo, pois assim meu pensamento não fica viajando por lugares alheios, como dizia a mãe da Mah, cabeça vazia, oficina do diabo. rs

Serenidade, preciso dela pra não enlouquecer.

sábado, 10 de abril de 2010


A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar...

Essa vida...

"Fugimos do amor, com medo de não amarmos mais…
Fugimos do sonho, com medo dele não durar mais…
Fugimos da vida, com medo de não vivermos mais…
E por não termos certeza dos mais…
Nos contentamos…
Com muito…
Menos.”
 
Anônima, lendo o trecho do texto que postou, lembrei deste poeminha, de Chris Linnares, que produziu o livro e a peça "Divas no divã". Assisti há uns 5 ou 6 anos, numa excursão da escola.
Certas vezes a vida se torna tão pacata e nós tão acostumadas com o "menos" que ela nos oferece que parece não haver saída, não haver solução, então sentamos no sofá e ficamos a esperar que, algum dia, alguma hora, se ela tiver um tempinho, a sorte, ou a felicidade, ou o amor, bata à nossa porta. O medo de sofrer e a acomodação nos faz reféns e ficamos a ver a vida passar pela janelinha.
Já viu esse texto? >>
 
RISCOS

Rir é correr o risco de parecer tolo...
Chorar é correr o risco de parecer sentimental...
Estender a mão é correr o risco de se envolver...
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar o seu verdadeiro eu...
Defender seus sonhos e ideais diante de todos é correr o risco de perder as pessoas...
Amar é correr o risco de não ser correspondido....
Viver é correr o risco de morrer....
Confiar é correr o risco de se decepcionar...
Tentar é correr o risco de fracassar...
Mas os riscos devem ser corridos porque o maior perigo é não arriscar nada. A pessoa que não corre nenhum risco, não faz nada, não tem nada, não é nada. Elas podem até evitar sofrimento e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não vivem, acorrentadas por suas atitudes elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre risco é livre !!!


Sabe que você me fez pensar o outro lado da minha situação? O meu momento um pouco diferente... meu problema não foi agarrar-me a permanência, mas arriscar. Risco: é uma conseqüência da decisão livre e consciente de expor-se a uma situação na qual se luta pela realização do bem havendo a possibilidade de ferimento ou perda. (Eu e minhas definições. rs) Eu arrisque e perdi, por isso agora estou sofrendo. Eu posso até apontar o dedo e bater o martelo, mas sei que, na verdade, não tenho esse direito...

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas. (mario quintana)


Mas, sabe anônima, no final das contas, buscando para responder seu comentário, acho que, talvez, tenha encontrado uma resposta:
 
O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem

Guimarães Rosa



Bala

É cada uma...

Você usa bala??

eu.. Quê???!... Só aquela de açúcar. Talvez aquela de por em revolver me seria útil... Mas não, não uso bala.

=S
É...
O tempo vai passando e são nas situações adversas da vida que vamos conhecendo as pessoas. Ainda estou um tanto embasbacada com as surpresas que algumas delas tem me reservado. Mas achei bem interessante a definição que achei para um adjetivo que caracteriza um pouco estas "surpresas": COVARDIA -  • covarde - Aquele que, quando está em apuros, pensa com as pernas.


E cada vez mais me convenço da frase cada um colhe aquilo que planta. Não, ninguém é coitado. (Nem eu. É verdade.) Pois, não adianta, se você plantar cocô, vai colher merda, por mais que pense que merece lírios do campo. Não é a vida que é uma ingrata, cada um escolhe seus caminhos. Você pode até se enganar, mas isso não te absolve, especialmente quando este "engano" tiver seus reflexos na vida de outras pessoas. Se você erra, a vida te cobra o preço. É justo, não é acaso.
 
Vivemos e neste turbilhão de coisas que caracterizam vida uma delas é a decepção. Mas, sem esquecer, a gente colhe aquilo que planta. Levamos na cara, caímos, ficamos tontos, mas aprendemos. Ufa. Podemos então continuar. Vai sobrar uns cacos e sentimentos pelo chão, mas é melhor nem tentar resgatá-los, talvez o chão seja mesmo o lugar deles.
O frio me mata. Odeio mais que muito. Ele dói, corta, machuca. E só serve se você puder ficar quentinho debaixo das cobertas, se com alguém especial, melhor ainda. Logo, no meu caso, ele não serve pra nada.


Ando soltando fogo pelas ventas. Ando com raiva. Com medo. Cansada... Parece cocaina mas é só tristeza... E o tempo se arrasta. E minha cabeça dói.

O Sistema

Tempo dos camaleões: ninguém ensinou tanto a humanidade quanto esses humildes animaiszinhos.
Considera-se culto quem oculta, rende-se culto à cultura do disfarce. Fala-se a dupla linguegem dos artistas da dissimulação. Dupla linguagem, dupla contabilidade, dupla moral: uma moral para dizer, outra moral para fazer. A moral para fazer se chama realismo.
A lei da realidade é a lei do poder. Para que a realidade não seja irreal, dizem os que mandam, a moral deve ser imoral.















Eduardo Galeano

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ok, anônima, fique a vontade. Se quiser trocar idéias ou ajuda pra fazer seu próprio blog, estarei aqui.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GIZ

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És, parte ainda do que me faz forte
Pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz

Depois ainda pensam que sou inteligente e estudiosa...
Oi novo anônimo.

O antigo anônimo era meu amigo, por isso achei que deveria ser o mesmo.

Mas, novo anônimo, quem é você?? Se é do 7° semestre de pedago devo conhecê-lo (a) (ou não! se considerar que não sou lá muito sociável...).

Fique à vontade pra bisbilhotar, isto é, se tiver paciência em quantidade suficiente...

PS: Só uma curiosidade... à quanto tempo você visita o Metamorfose??

Ao meu querido anônimo

Tá, Belon, eu sei que o anônimo é você. Sei também que está com muita saudade da sua amiguinha aqui por isso não resiste em entrar no blog dela e atazaná-la, como nos velhos e bons tempos... Eh, o meu cabelo eu cortei, você não pode mais puxá-lo ou arrancar-lhe o pompom. Também não pode mais me chamar de skin nem de car. Infelizmente, também não pode mais roubar carros com o gabriel, nem me sujar de sorvete, ou me chamar de garota portátil, ou me enganar na pastelaria junto do gabriel dizendo que não tem dinheiro pra pagar a conta, me fazendo correr (CORRER) até minha casa... Porém, pra sua sorte, você não precisa mais ouvir os meus lamentos, minhas crises, minhas carências de "amigos". Ah, essa vida maluca nos leva por caminhos tão diversos! Tão inesperados! E pensar que antes eu acreditava poder decidir o futuro dos meus amigos (mais, muito mais que simples amigos, a segunda família da minha vida..).. mal sabia eu que nem mesmo o meu destino eu tinha em minhas mãos. Ingenua e sonhadora, natural de uma garota de 15 anos... Agora, posso dizer sem a menor dúvida: vocês não passaram, mas se eternizaram, a medida que parte de mim só o é devido à vocês e áquela época tão doce de nossas vidas.
Ah, Belon, se soubesse o quanto prezo tua amizade! Ela me é um verdadeiro tesouro, uma relíquia! Assim como a Mari e Jé também o são. Pois são amigos que, não importa o quanto o mundo rodopie, sei que estarão sempre aqui, por perto, mesmo que longe, mesmo que em "anônimos".

segunda-feira, 5 de abril de 2010

As vezes leio alguns dos meus arquivos do blog e sinto uma súbita vontade de me esconder embaixo da cama e não sair nunca mais, de pura vergonha!!!  Um misto de ingenuidade com falta de informação com ideias sem nexo, sem contar os erros gramaticais... Um verdadeiro horror!! Alguns posts meus deviam ser censurados! O próprio post que trouxe, pra minha surpresa, o professor Zilmar ao meu blog, pode até ser "bonitinho", mas é de uma ingenuidade e idealização sem tamanho!! De certo que ainda admiro alguns profs, mas esta admiração tem ficado cada vez mais seletiva... Enfim, se perceber tudo isso é um sinal de que estou progredindo, isto é o que importa, pois, como diz a minha mãe vergonha é roubar e não conseguir carregar!!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Gente, decidi que vou pra Tailandia caçar dragões e gnomos. Com passagem só de ida.

Espero. Espero, sempre esperando, esperando algo de novo acontecer. Mas se uma fagúlia sai do lugar, então me segurem pois minha mente catastrofista vai longe nos pensamentos e delírios... Trágicos, cômicos, romanticos, mas sempre indo muito mais além daquilo que é. Mente perversa.

quinta-feira, 1 de abril de 2010