sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

VIDA, VIDA

Sabe quando do nada uma música aparece na sua cabeça e você fica que o dia inteiro cantando ela em silêncio quase sem perceber??? Daí que parei para atentar à letra e percebi que esta música traduz um pouco do meu sentimento atual... Segue:







Mora pra lá do outro mundo
E às vezes até
Mora na prece dos sentidos
Sendo que também é
Sensação de viver
Criação, conhecer
Revoar nas asas da imaginação
Para muito além da imensidão
Revoar nas asas da imaginação
Para muito além da imensidão

Vida, vida que mais te quero ainda
Linda vida, que mais te faço linda
Luz da fruta, beleza que desfruta
Das riquezas de deus e de outro mar
Quero mais...

Ney Matogrosso




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Levei minha alma pra passear*


Viajar, o que mais pode ser tão bom? Um banho de vida foi o que significou pra mim a viagem à Chapada dos Guimarães. Aproveitamos o feriado prolongado de Novembro, mochilas nas costas e lá fomos nós. Integrantes da tribo do March: Camila, Felipe, Mabel, Ceiça e André. Lugar mágico e ótimas companhias, quer mais o quê?


A primeira emoção: nunca tinha viajado de avião. Me senti uma criança, não desgrudei da janelinha um segundo sequer. Vi o pôr do sol, as nuvens, a chuva, relâmpagos, as luzes da cidade à noite... Lindo... Somos tão pequenos! Tão ínfimos perto da grandiosidade da natureza. A natureza é fantástica. No entanto, fomos nós, os homens, os únicos capazes de desvendar seus mistérios, conhecer suas leis, sua dinâmica, e nos encantar diante de sua beleza! E, apesar de tão pequenos e frágeis, fomos capazes de interligar os quatro cantos do planeta! Posso ter me encantado com os peixinhos, mas sem dúvida ainda vejo o ser humano como o ser mais fantástico de tudo aquilo que da natureza surgiu.

A Chapada é encantadora. Que visual, que paisagem! Os paredões, as formações rochosas que pareciam esculpidas a mão, a planície pantaneira, o cerrado com sua vegetação toda especial, seus frutos, os animais da região, os rios de águas cristalinas, os poços cheios de peixinhos, cachoeiras diversas, cavernas...

Quantos animais pude observar de tão pertinho! Araras, tucanos, emas, seriemas  pica-pau, macacos, peixes enormes, sapo cururu, barata gigante e muito, mas muuuuuitoooo gafanhoto! De todos os tipos, cores e tamanhos! Até árvore de gafanhoto tinha!

O que mais me tocou foi nadar com os peixinhos. Eu pensava nos meus alunos e vivi esses momentos pegando emprestado o olhar deles. Sensíveis aos detalhes e a cada sutil novidade. A flutuação no rio foi muito legal, com máscara e snork deixávamos a correnteza nos conduzir enquanto podíamos observar o fundo cristalino do rio. Uma delícia. Nadamos também num aquário natural de águas azuis... peixes enormes e até arraias! Foi demais.








O que mais me surpreendeu foi... eu mesma. Hehehe..Admirada com a minha capacidade de andar  cerca de 8 à 10km por dia. E mais: adorei. No início imaginei 'calor de 35°C na moringa andando com mochila nas costa por horas..puts, onde fui amarrar meu burro... '. Pelo contrário, fazer trilha foi uma das mais interessantes experiências do passeio. Porque? É uma aventura! Uma descoberta a cada momento. Um desafio, um teste de persistência, resistência. Uma superação. Não há melhor sensação que essa: EU CONSEGUI! E no final há sempre uma recompensa, como poder vislumbrar lugares e paisagens mágicas! Só para os fortes! 

Andamos no meio do cerrado, nas matas ciliares, na estrada de areão,  subimos morros, escadas sem fim, passamos por enxames de marimbondos, abelhas africanas, pontes enormes, bebemos água de nascente e tiramos muuitas fotos! Os guias iam nos falando das plantas, dos frutos, sua utilização, dos animais e seu comportamento... contavam histórias... Eu nunca aprendi tanto em tão pouco tempo e coisas tão diferentes daquilo que eu estou acostumada.. E para completar viajei com 3 geógrafos!! Foi uma verdadeira aula rs.

Ao longo de 5 dias nos hospedamos numa pousada, bem baratinha, os 5 num mesmo quarto. Foi uma comédia. O carro que alugamos era minúsculo, quase não nos cabia, íamos de bagagem até as orelhas: oOooWW MARCH!!! Tomávamos café da manhã bem reforçado, o restante do dia passávamos de água, rapadura e pão com sardinha. Os dois últimos dias acampamos em Nobres, outro lugar fantástico. Como diz a merchandising Nobres não é bonito, é lindo!! 

Por fim voltei do passeio inspirada e cheia de reflexões. Descobri que nem precisamos de tanto para sobreviver, como costumamos imaginar. Voltei me sentindo fortalecida, sabendo que posso ser forte e resistente, persistente e corajosa quando quero. E acima de tudo voltei com a certeza de que a vida vale a pena ser vivida e que viver é isso: estar em movimento! Aprendendo,  experimentando, vivenciando, conhecendo novas cores e sabores, pessoas, sensações e emoções. Essas experiências melhoram nossa sensibilidade e autoconhecimento, pois voltei encantada pelas plantas e animais além de me ajudar a refletir sobre prioridades de vida. Enfim, eu amei, e de agora em diante esta será sem dúvida uma prioridade : viajar.



















segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Inútil a gente somos inuteis


Faz tempo que não me sinto tão inútil como nos últimos tempos. Inútil, vou jogando as migalhas do tempo ao vento, não sei para onde vão, só sei que as perco. Estou parecendo um sei lá o que que não vive, só respira. Deixa a vida me levar vida leva eu. Que merda. Que merda de vida inútil. Não, eu não fiz nada de útil este ano no trabalho. Uma lástima pois tenho alunos incríveis e que eu adoro de paixão. Nenhum projeto, nenhuma novidade, nada que lhes chame a atenção. Apenas tenho tentado tratá-los com carinho, respeito e solidariedade. É o mínimo. A pós terminou ao final de junho e desde então o que eu fiz? Nada. Li alguns textos para a monografia. Nem todos, apenas os principais. Eu não tenho participado de nada, desde a greve, e isto me faz uma falta tremenda. Nestes períodos me sinto uma egoísta inútil que não vive, vegeta. Para mim não é tão facilmente aceitável que eu que tenho certa clareza sobre as coisas permaneça sentada vendo o espetáculo da burguesia fodendo com as nossas vidas. Ora, mas me manifesto pelo Facebook. Grande bosta. Ainda se eu soubesse realmente fazer uma leitura adequada das coisas e soubesse escrever de forma crítica, mas me sinto tão alheia às coisas que acontecem. Meu conhecimento é tão limitado e a cada vez percebo isso com mais nitidez que desanima saber o quanto já estudei para ainda não saber quase nada. Nem sei mais o que quero da vida. Também, fica difícil com as limitadas possibilidades. A sociedade nos deixa poucas escolhas. Eu não escolhi ser uma inútil de plantão, mas é assim que estou agora e talvez a culpa não seja apenas minha.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Estudando para a monografia... parte I

[HOJE A TAREFA É: LER AS 33 PÁGINAS DE TRECHOS DIGITADOS DAS PARTES 1 E 2 E DESEMBARALHAR, MASTIGAR E ESCREVER DE FORMA DIRETA - ORGANIZAR AS IDEIAS DO TEXTO NA MINHA CABEÇA]

Coisas interessantes vou postar...

Olha só, isso explica o porquê da expansão dessas igrejas e religiões malucas.

" Isso porque, quanto menos os seres humanos de certa fase do desenvolvimento são capazes de apreender seu ser real, tanto maior tem de ser o papel daqueles complexos de ideias que eles formam diretamente de suas experiências ontológicas e projetam analogicamente no ser para eles ainda inapreensível objetiva e realmente. "


Por experiências ontológicas entenda O trabalho = ato de criar coisas previamente idealizadas, Lukács chama de pôr teleológico. Projetam analogicamente no ser significa que eles espelham algo que é especificamente do próprio homem (o trabalho), sobre todas as coisas, inclusive da natureza. Ou seja, para existir as "coisas" da natureza "alguém" deve tê-las "criado", logo a ideia de deus. Isso porque lidamos com a imediatidade da vida na qual tudo nos aparece como "coisas" dadas, quando na verdade estas são frutos de processos. Processos nos quais, no ser social, envolvem teleologia e causalidade, enquanto na natureza são apenas causais, ou seja, sequências de ação e reação. A natureza só desenvolve relações causais, nunca teleológicas.


Segue que, num mundo cuja aparência imediata é caótica, no qual a miséria material e humana é tamanha e enfadonha, as pessoas, não compreendendo os processos desencadeadores dessa situação, buscam explicações transcendentais, daí se dá que hoje em dia o mercado de "explicações transcendentais" está transbordando com as inumeráveis igrejas e agremiações religiosas. Veja como continua o texto:


"Quando surge a fase mais elevada, a religião, essa situação sofre uma intensificação personificante. O elemento comum é que o acontecimento essencial no mundo não pareça um acontecimento fundado em si mesmo, mas aparente ser produto de uma (transcendente) atividade ponente. Todos os deuses das religiões naturais têm essas funções “laborativas” como fundamento de sua existência imaginária. E, no caso clássico, no Antigo Testamento, esse modelo de trabalho é tomado tão literalmente que até o dia de descanso faz parta da história da criação."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

RAIO DE VIDA QUE NÃO ME COMPORTA

Vida de tédio.

Trabalhar, economizar, pagar carro, fazer poupança, não sair, não viajar para poupar, comprar apartamento.....................PRA QUÊ? Pra viver nesse tédio sem fim, cheia de dívida, sem dinheiro pra nada?? Que perspectiva de futuro? Trabalhar pra pagar dívidas? Que merda. Que vidinha medíocre. Limitação que eu acreditava ser individual, quando alguém me falou, minha cara, é SOCIAL. A sociabilidade presente que restringe as possibilidades, impõe uma realidade de tédio por falta de dinheiro, falta de tempo, falta de oportunidade, falta de perspectiva. Sociedade em que o  trabalho nos suga até o espírito, tritura o corpo e nos impede de VIVER. Eu quero mais, esse mundo de impossibilidades não me satisfaz. DIACHO DE MUNDO!

Num passeio no Parque Ibirapuera... Diacho de Mundo!


Porque eles desfrutam dos melhores perfumes, mais finos tecidos, de requintadas comidas e especiarias, a mais alta tecnologia, as mais caras viagens, as mais luxuosas casas... às custas da nossa miséria, das nossas ninharias, do nosso suor. Não temos nada pra que eles possam ter tudo. Tudo das mais diversas e melhores coisas que a humanidade já produziu. Nós ficamos com as sobras, isso quando ficamos com algo além de frustrações e cansaços. E haja frustração e cansaço! Burguesia asquerosa, eu te odeio!

sábado, 8 de setembro de 2012

O feriado

Que delícia rever velhos companheiros de farra. Estava precisando. Um banho de alegrias, risos e alto astral. Deu gostinho de quero mais.

Quero mais amigos,
Quero mais risada
Quero mais leveza
Quero mais diversão

 
 
Quero outros ares, pessoas, cores, ideias....


segunda-feira, 3 de setembro de 2012


A morte sempre me foi algo assombroso. Apenas a conheci de perto uma vez, quando era ainda muito pequena, quando meu avô falaceu. E essa situação atual, tendo a morte tão próxima, fez com que eu pensasse muito. Não acredito em reencarnação, nem céu nem inferno, nem nada. Toda vida que nasce um dia finda com a morte. O ser humano não foge à regra. Mas a idéia de acabar, simplesmente assim, é mesmo muito estranha e nada consoladora. É necessário entendê-la como natural. Acaba para quem morre, aos que ficam resta a dor e a certeza de que a vida continua e não pára. Daí que a noção de que sou tão finda como qualquer mortal me desperta a ânsia de realizar tudo aquilo que desejo. Satisfazer minhas vontades todas, porque, afinal, a vida é uma só e uma hora ela vai me acabar também. E quantas coisas vou morrer sem saber! Sem conhecer, sem descobrir, sem vislumbrar a verdade, sem saber o que será da vida dos seres humanos num futuro não tão distante. Conseguirá a humanidade libertar-se de seu cárcere, conseguirão os homens um dia viver em paz e poder, todos sem excessão, deleitar-se com plenitude da vida, esta vida tão frágil e finda?? Gostaria eu de morrer com uma resposta positiva à essa pergunta. Com sinseriadade, seria um consolo, e a morte eu aceitaria em paz.
Que ano difícil tem sido esse. Minha luta contra esse hpv maldito que finalmente terminou, a doença da minha vó, a dor e o sofrimento diário da minha família, a morte da vó do Fê, a primeira crise do nosso namoro. Difícil. Sei que dias melhores virão, por que eles sempre vem. E que na vida há momentos de tristeza e dor, assim como há dias de sol e dias de chuva. Venho tentando a cada dia ser natural e aceitar com a calma possível esses tempos de desordem. Mas nem sempre é fácil. As vezes me sinto num redemoinho sem saber o que fazer. Daí coloco uma música, controlo a ansiedade, ligo pra um amigo. As vezes choro e peço colo, carinho, consolo. Não tenho conseguido escrever, mas sei o quanto isso me faz falta para colocar os pensamentos em ordem, principalmente nesse momento.
 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"Roda mundo roda gigante, roda moinho roda pião.. O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração"

As vezes queria voltar a ser criança. Usufruía as largas de uma imaginação mui fértil. O maior prazer era inventar: histórias, desenhos, brincadeiras, jogos, brinquedos... Tudo e qualquer coisa tinha vida e um brilho diferente, até as coisas mais banais. Tinha gosto especial pelos finais de tardes ensolaradas... O cheiro do café da minha vó e de pãozinho fresco. Aquela casa grande, espaçosa e sem muita frescura foi o lugar da minha infância. O beral de onde via o sol se esconder e contava estrelas à noite. Ai que tempo bom... tempos que não voltam.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

post antigo (um mês atrás) não postado

Ai que atmosfera estranha essa semana. Parece que to vivendo no futuro, enquanto a vida parece um pálido sonho indistinto e nublado. Cabeça paira em imagens de outros tempos. Sem voltade de pensar o Estado em Hegel, essa é a verdade. Foda-se o indivíduo e a politicidade. Pela janela vejo o dia cinza. O frio. Preguiça, queria dormir o sono dos justos, como diz o amigo. Durmo muito bem por sinal. Mas queria é descanso. Queria dinheiro. O preço da liberdade? rsrs... Professor é fodido mesmo. Ô profissãozinha miserenta.

Para os loucos amigos loucos

Olha eu aqui fugindo de entender a negação da negação de Hegel que Lukács fala sem parar na parte 3 daquele livro. Eu estava adorando o livro, super empolgada... sei, estava muito bom para ser verdade.

Estive pensando em alguns amigos meus. Sabem que tenho pouquíssimos amigos. E percebi que justamente escolhi, a dedo, os mais loucos dos loucos. Daí reparando a demência de cada um percebi: uns são loucos pra fora, outros são loucos pra dentro. Tem aquele meio ogro, outro que me deleta das redes sociais num acesso de raiva, outro que me pede segredo. Um é louco por não ter amarras, ir para onde o vento ventar, outro por se agarrar a cada centelha amarelada do passado. Cada um a sua maneira é louco um pouco. E eu os amo tanto que mesmo quando agem como doidos que são eu ainda os amo. Fico brava as vezes.  Mas desses amigos, os poucos, a raiva e qualquer tipo de sentimento ruim sempre se dissolve em novos sorrisos e segredos. É porque eles são parte de mim, são, na verdade, a melhor parte. A minha melhor parte louca de ser.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Segunda fase da PÓS

Enfim, as aulas acabaram!!! Venham sádabos, seus lindos!!!

E...
Decidi, já não sem tempo, o tema da monografia. E nem doeu! Foi só largar de frescura.

Pasmem: vou estudar aquele que quase me fez desistir da pós, a disciplina mais ontologicamente difícil... hehe, Adivinharam??

Eis que vou estudar LUKÁCS!!!!! Ontologia do ser social, aí vou eu!! Estudarei a individualidade humana. Seu desenvolvimento histórico, sua formação, a relação com o gênero, os delineamentos que ela toma na sociedade do capital. Desejem-me boa sorte, pois precisarei de muita!! E paciência, inclusive. Ler Lukács não é bolinho, cara muito erudito! Vou me embrenhar nos “Prolegômenos para uma ontologia do ser social hoje tornada possível”, e dá-lhe Lukács, Antônio Alves, Esther Vaisman, Newton Duarte!!! Vai ficar lindo! Estou animada (até quando isso dura, eu não sei!)!!
Tentarei postar os passos de mais esta saga da minha vida.
A escolha do tema, apesar de todo meu drama, já estava feita desde o começo. A disciplina que mais me assustou no começo se mostrou a mais instigante depois de conseguir dominá-la minimamente. E me abriu possibilidades inúmeras, iluminou meu entendimento das coisas. Por isso ontologia, por enxergar aí um campo fértil para os estudos com vistas à emancipação humana.
Estudar estudar estudar, fui!!!


domingo, 8 de julho de 2012

No Madame



Que nostálgica minha noite de sábado. Que saudade daquele tempo que eu não vivi. A pista de dança no porão escuro, apenas um strobo frenético e fumaça.. Rock 80.. Alucinante... Não curti como quem curte uma balada qualquer. Não curti apenas porque dancei muito, ou porque estava com amigos, ou por causa do alcool. Já conhecendo o espírito do lugar, hoje obviamente não mais o mesmo, fui transportada no tempo pela minha imaginação nada fértil, que em cada parede escura, cada ambiente, podia ver cenas e pessoas e tudo aquilo que li nos relatos sobre a lendária casa. Sexo, drogas e rock'in roll. Arte, cultura gótica, poetas, cantores, atores, jornalistas.. e reunião de várias tribos num mesmo lugar. Foi um exercício de fantasia e imaginação. Noite deliciosa.

Nos breves momentos que saída do transe me parecia tudo muito limpo, e caro, como qualquer balada de boy dos dias de hoje. Tristes tempos o nosso.


terça-feira, 29 de maio de 2012

O que fazer?

O que fazer com nossas contradições? Boa pergunta, eu também tenho me feito, com mais pontualidade nos últimos dias. A dualidade, no meu caso, é o fato de ter sido criada numa cultura conservadora enquanto minha formação intelectual e o embate com a vida real me levam ao caminho oposto. Percebi a condição de mulher bem cedo e desde já recusei alguns padrões e me indignava com algumas questões e posturas. A saber, sempre ansiei por liberdade, alguns momento de forma mais intensa, outras nem tanto. Compreendi que seria uma batalha para a vida toda.

Eu transito entre extremos. Há tempos de calmaria e tempos de turbulência, e são nestes últimos em que minhas contradições ficam gritantes. Quando isso acontece parte de mim pede socorro.
O que fazer? Sou uma mulher feminista que crê na emancipação femina e... moro com meus pais, e tenho um namoro que todos apostam, inclusive eu, em casamento! Ora! Então o que eu proponho em ideias não perfaz a minha prática? E que sentido isto tem? Pois que abandone então as ideias libertárias, ou ao lutar pela transformação das condições, transforme sua própria vida como primeiro passo!

Acontece que as coisas não são assim tão simples, certo...

Estou a pensar e me questionar a respeito. Só não quero enlouquecer, então tenho feito isso com a calma que me é possivel... Veremos as resoluções..

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dualidade em mim sempre presente. Hora mais, hora menos, ela sempre aparece mexendo com a minha cabeça e me pondo em prova. A coerência entra a vida que se leva e as ideias em que se crê nem sempre é algo fácil de conseguir.

domingo, 20 de maio de 2012

Vamos brincar assim:
Eu bloqueio a internet, e só me permito acessar a cada vez que terminar um trabalho da pós. Pode ser???

ESSA BODEGA DE NET NÃO ME LARGAAAAA!!!!!!!

dIGO, de Face...

O prazo da mono está chegando.... preciso começar, pra isso preciso fazer os trabalhos pendentes, pra isso preciso DESLIGAR O PC!!!

DISCIPLINA, camila, DISCIPLINA....

Disciplina é LIBERDADE...

sábado, 5 de maio de 2012

Bateu uma preguiça de viver...

Acho que eu tô precisando de um retiro espiritual tbm. rs

Hoje era um dia que eu queria ver algum amigo, e beber muito.

Mas tem a minha cama. Que é quentinha e me espera sempre!

Pesa é a consciência de me ver neste ócio tendo uma tonelada de tarefas.

Cansada...

domingo, 29 de abril de 2012

Os muros gritam


"As mulheres boas vão para o céu, as livres aonde querem!"



... e pra ser livre é preciso ter coragem!! Sem esquecer que...



“Na atividade revolucionária a mudança de si mesmo coincide com a transformação das condições” - Marx






quarta-feira, 25 de abril de 2012


As vezes me cansa esse mundo - casa de malucos! Tão obscuro são esses tempos, mais sinistro ainda se insinua nosso horizonte. É, minha gente, a coisa aqui tá preta.

Queria eu ter uma mente iluminada que me apontasse o caminho, me desse a solução para essa bizarrice toda.

Mas enquanto não enxergo os meios, me contento em descobrir as causas... Por isso estudo. Podem me chamar do que quserem. O marxismo é o campo mais fértil para isso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ESTOU EM GREVE

Estou em greve.
Há, e não é brincadeira.
É sério. Aliás, muito sério. Porque tiraram nossas férias de janeiro, um juiz que desconhece nossa realidade. Mas tudo bem, vamos lutar! Porque não é só por isso que vou às ruas, também vou com a multidão exigir condições mais dignas de trabalho. Melhores salários e antes de tudo, respeito. Porque sou professora, sou trabalhadora, assalariada. E direitos não caem do céu. Direitos são conquistados, arrancados no dente! Se hoje os tenho, obviamente foi porque alguém antes de mim lutou para conquistá-los. E eu? O que vou deixar às gerações seguintes?? Vamos à luta!

sexta-feira, 23 de março de 2012

tempo tempo tempo

Hoje eu estou cansada.

Queria ler, estudar para a aula de amanhã, mas acho que não vai rolar...
Ontem me assustei com a rapidez com que o tempo está passando... o quê?? Já é sábado de novo???
Pois é, já é sábado de novo. E tenho, repare:
-3 trabalhos (crítica ont. ao capital, Filosofia e sociologia da arte e Indivíduo e sociedade) atrasados, para fazer
-2 trabalhos (Teorias da globalização e Ontologia I) para começar a pensar
-Projeto monografia que, por fim, o tema já está quase na agúlha...

 Lembrando também que eu trabalho e que na escola não há tempo suficiente para me organizar, ainda tenho:
- um portifílio de atividades/brincadeiras/jogos/músicas para elaborar, pois vai dinamizar e facilitar o meu trabalho (tem me faltado repertório...)
- Semanário para fazer, relatos de prática, diário
- Preparar algumas atividades para os próximos dias (fotos das crianças, atividades de escrita, chamada, páscoa)

Tempo, vamo colaborá aeeeeeee!!! Quem tiver para vender me avise.

terça-feira, 13 de março de 2012

EU DIGO NÃO!

Atacada
Indignada
Inconformada

Esses dias me vejo assim, sem parada. Um sentimento inflamado, euforico que agita minha mente, minhas palavras, e como elas apenas não bastam, minhas atitudes. Porque a hipocrisia, a ditadura, as formas mil de repressão e opressão me azedam. Não!
Porque tudo isso tem me cercado por todos os lados e me invade, sufoca, chega a mim demolindo as estruturas. Aquelas mesmo, de cotidiano, aquelas de certezas, de estabilidade, aquelas cuja música do Baleiro tão bem definiu... um filho e um cachorro. Não!
Não descanso em paz. A conformidade, o comodismo me enervam. Calar é ser conivente, sujeição, subserviencia. Não!

Discursos floridos para esconder a podridão. Cansei-me dessa parafernálha.



Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah Eu!
Usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!


quarta-feira, 7 de março de 2012

Lendo, lendo...


Eu sei que eu deveria estar lendo a última parte do texto do Chasin que a prof. pediu, pois sábado ela vai chegar perguntando porque o ser é e o não ser não é, ou da lógica da coisa e não a coisa da lógica e vou precisar ter idéia de que buraco saiu essa coisa toda de ser, não ser, e que não tem nada a ver com Shakespeare. No entanto, hoje estou mui cansada e resolvi escrever alguma coisa qualquer aqui no blog, só para retomar essa bodega.

Sabe, que eu pensei que não entenderia uma palavra desse livro "Marx, Estatuto Ontológico e Resolução Metodológica", mas até que não está tão ininteligível como algum outro texto do mesmo autor que me aventurei a ler, sem sucesso. Acho que é porque minha mente está fresca. Ou porque desafios me estimulam rsrs.

Já sabem que nessas férias minhas leituras se limitaram a Mulher de trinta anos e... só! Gostei desse. Em termos de leitura estou lenta.... Mas tentando voltar, afinal, já basta estar fora da militância, se parar também de ler e estudar vou começar a emburrecer e me afundar na cotidianidade da vida.

É, melhor eu ir deitar na companhia de Chasin enquanto meu benhê não liga... Bye!

terça-feira, 6 de março de 2012

..ai deu sodadi

Tentando encontrar um motivo para o meu afastamento do blog. Acabei de pensar em mil possibilidades mas nenhuma coube.

Para o tempo, sempre dei um jeitinho, logo não é falta deste.
Preguiça não é porque ando fazendo mil outras coisas.
Falta de criatividade, pode ser.

Mas acho mesmo que é falta de reflaxão. Pois é, tenho refletido pouco sobre as coisas da vida e do mundo ultimamente. Talvez porque estou, nos ultimos dias, ou meses.. envolvida com questões de ordem prática. As finanças que não andam bem, o trabalho e a imaginação que eu gasto para pensar atividades e fazer planejamento, minha saúde física que anda pedindo mais atenção que a mental... Os estudos que finalmente voltei de vento em popa.

Mas se o problema é falta de reflexão hoje ele foi resolvido, como vocês podem ver, estou aqui.


Indo ao trabalho hoje notei que mal minhas aulas da pós começaram e já estou sem vida social. Bateu uma saudade dos amigos. Ai. Detesto saudade. E quem gosta? Como diz o Baleiro "a saudade é um filme sem cor que meu coração quer ver colorido". Até do namorado!

Fazia tempo que não sentia isso. Estava até então mergulhada nos afazeres do cotidiano que os dias passavam e eu não via. As pessoas passavam e eu não sentia. A vida nos engole as vezes, é verdade. Mas é importante e necessário em algum momento parar a loucura da vida e darmos conta das pessoas que amamos.

AMIGOS EU AMO VOCÊS!!

Pronto, chega de reflexões por hoje.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Outra ilusão desaparece quarta-feira... queira ou não queira terminou o carnaval



Sim, eu estava de férias, depois de um  final de ano exaustivo, me vi sem ânimo e força para nada, então descretei FÉRIAS. Eu podia ter feito meus trabalhos da pós, pensado na monografia, elaborado um novo projeto pra escola. Mas eu decidi sair de férias, e isto incluia evitar qualquer tipo de esforço, fosse ele intelectual ou físico.

Eu viajei muito. Curti um ócio nervoso. Namorei demais. Descansei. Sem nenhuma culpa.
No fim, descobri que meu mal era falta de vitaminas.
Homeopatias, suplementos alimentares e São Tomé das Letras: estou me sentindo nova.

Baterias recarregadas, energias repostas, estou pronta para mais um ano àrduo de trabalho, estudo e mil outros afazeres. Obviamente que depois de tanta folga eu precisaria incluir os afazeres em minha rotina em doses homeopáticas.

Comecei com o trabalho. Nova turminha, nova sala, nova rotina, novas responsabilidades. Afinal, agora estou eu sozinha com 21 anjinhos por 5 horas, o que não é bolinho. Adaptada à loucura do trabalho, voltei para a academia. Tudo mudado por lá, e lá vai eu me adaptar e encaixar as atividades físicas, tão necessárias, em minha rotina. Descobri uma aula de aeróbica muito legal e percebi que mais uma vez precisarei amansar meu espírito agitado para praticar a yôga. Academia ok. Vou agora para o mais esperado, ou desesperado: a pós. Durante as férias enquanto o Fe lia trocentos livros eu dormia ou lia Balzac. Até tentei ler Proust, mas me dava sono a falta de ações e as infinitas descrições. Marx, Chasin, Lukács?? Nem pensar! Bom, ontem voltei à Fundação. Na minha sala, só sete alunos, e uma professora  dando chamada oral. Ó ceus...

Uma colega disse que quando terminar a pós vai ler uma infinidade de livros... eu pensei baixinho, olhando a tarde insolarada pelos vidros da sala... acho que vou comprar uma bicicleta...

Bem, bem, minha cabeça anda resistente quando o assunto é livros, mais-valia, valor de uso, capital, trabalho... Não sei ainda como voltar à ativa nos estudos, só sei que tenho uma infinidade de livros olhando para mim e três trabalhos pendurados que vão começar me pesar nas costas... É, o jeito é fazer um esforço estrondoso. Lá vou eu...



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Oi Pessoaall, estou passando para avisar que não morri nas enchentes de Minas, que a praia estava ótima e pra desejar FELIZ CARNAVAL!!!!

Que eu vou pra SÃO TOMÉ DAS LETRAS!!!

byee

domingo, 1 de janeiro de 2012