quinta-feira, 30 de junho de 2011

Hoje dormirei triste pela dor que aflige o peito de uma amiga... A morte e a vida nos ensinam a aprender com a experiência do outro. Hoje é um dia que dá vontade de amar todo mundo... de uma vez só... num gole só... para não correr o risco de perder um gole se quer. Amar mais ainda quem já amo e viver somente o presente, pois o futuro nunca chega... é sempre futuro! Vida intensa à todos mesmo que se breve for..


Elis Muriel, faço minhas as suas palavras.





terça-feira, 28 de junho de 2011

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Inverno funesto que me faz arder de angústias sem noção. E digo mais, totalmente sem noção. Notei isso ao ler neste dia, debaixo das cobertas, Os Sofrimentos do Jovem Werther. Pobre criatura, quanta sofreguidão, quanta melancolia. O que um amor não correspondido pode fazer na vida de um jovem! Ouviu???? Vou repetir O que que um AMOR nÃO correspondido pode fazer na vida de um pobre apaixonado!!!!  Bem, convenhamos que devemos acrescentar aí um jovem apaixonado boboca. Pois esperto mesmo foi o seu autor, Goethe, que vestiu-se do personagem, o suicidou, jogou fora o colete amarelo, exorcizando assim seu amor impossível por Charllote. Depois dela, ou melhor, depois de acabar com a vida de Werther, viveu outras incríveis paixões. Se apaixonou por diversas coisas. Teve diversos amores. E para mim foram todos felizes para sempre. UFA Werther era só um personagem.

Inspirada, passei a noite escrevendo e juntando os cacos que busquei lá no meu pântano. Colocando livros, ideias, planos, medos, tudo em seu devido lugar nos armários da minha consciência. Nada de grandes expectativas de cura. O tratamento é em doses homeopáticas, como eu já disse.

domingo, 26 de junho de 2011

Balanço do feriadão.

Feriado, finalmente! Depois de dois longos e torturosos meses, eis que este feriado veio me cumprir a função de férias. Umas férias bem mesquinhas, mas férias, visto que como PROF. DE ED. INFANTIL PRECARIZADA não tenho recesso em julho.

Bem, ultimamente pouco tem me importado de que diabos é o feriado, o importante é o dia liberado, o trânsito na estrada e os mercados lotados. É o principal indicador de feriado. Aproveitando a deixa meus pais viajaram e não existe na terra momento mais divertido. Pra mim, é claro.

QUINTA
Reservei o dia para mim. Nada de acordar cedo e sair com gente estranha, agradeço o convite, mas, fica pra outro dia. Tudo o que eu queria era dormir até o sol rachar na bunda, quase que literalmente, pois mesmo desejava um dia ensolarado para aquecer meu pobre coraçãozinho nestes tempos de inverno tenebroso. Li Os Sofrimentos do Jovem Werther, só pra me lembrar o quanto sou feliz. E lembrei.


SEXTA
Que dia LINDO! O plano era passear com a Cyn em qualquer lugar agradável e verde. Mas eu disse CYN? Ah, sim, esqueci que neste caso, estabilidade nem pensar. Fomos para os lugares mais inimagináveis e invisitáveis por sinal, e olha que não estou exagerando. Nada de verde, porém, foi mais que uma delícia, apesar de ter de saciar minha fome com pipoca e coca-cola, que beleza de companhias! Momentos raros devem ser apreciados de vagar pra se guardar toda a alegria que deles emanam. Só por aí o dia já estava ganho.

.... FESTA?
Depois.... ah! Depois teve a festa. Bem, eu diria que seria muito interessante se da próxima as anfitriãs da festa chegassem um tiquinho antes dos convidados, mas, não foi dessa vez. Esquecemos da vida e da festa na casa do amigo. Quando demos conta os convidados (que não eram muitos e eu não sabia se isso era bom ou ruim) já estavam lá e nós, eu e Cyn, cortando cebola para o caldinho de feijão. Bebida? Nenhuma gota de alcool em temperatura adequada para ser bebido, as latas ainda aguardavam nas sacolas de mercado para irem ao congelador.... Mas, como no final tudo dá certo, e dessa vez foi quase um passe de mágica que fez aparecer na nossa porta uma combi doidona cheia de gente alegre, artistas, cantores, declamadores, e o som delicioso dos violões e batuques embalaram o final de nossa noite, com músicas doces, delicadas e ... viu? Nunca questione a máxima do final feliz. Dia lindo! Lindo!

Sábado.
Cansada eu? Magina! Acordamos as 2h, com a  excelentíssima ajuda de nosso amigo Mário, colocamos a casa em seus devidos lugares. Limpamos limpamos, os dois amigos se foram e eu fiquei só, como diz minha aluna Flávia toda vez que vai embora por último. Lembrei-me do meu pobre carro, sujinho (sujinho?? quanta humildade) e todo riscado por maloqueros do mercado. Oh Dó! Fui lavá-lo as 6 da tarde. Descobri que sso tem efeitos terapêuticos, lavar o carro!

Eis que estou aqui, pleno domingo, acabo de levantar da cama, e vim registrar meu emocionante mais que emocionante feriado. Aguardando agora o proximo final de semana para a FESTA JULINA!!! Dessa vez planejada antecipadamente. 

PROXIMA FESTA SERÁ JULINA LÁ NA CHÁCARA COM DIREITO A FOGUEIRA E BEBIDAS GELADAS (PROMETO)


PS: Festa faz parte do tratamento e deve ser ministrada em doses homeopáticas.

sábado, 25 de junho de 2011

É FESTA!


"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto..."(Fernando Pessoa)


Que belo dia foi ontem!!

Dia de festa. FESTA FESTA FESTA ! ! !

Festa da PIPOCA e viagens mil em Cordel.

Festa dos BÉBES que acabou também tendo CÓMES, com um suculento e quente caldinho de feijão!

Uma festa sempre tem surpresas. A minha chegou dentro de uma combe colorida e deu o ritmo mais encantador à nossa festa!

música!!! MÚSICA. Música, música MÚSICA, MúSiCa. 


Existe no mundo coisa mais incrível que a música?! Existe o teatro, a poesia capazes de transformar até Piajet em algo lírico e belo!! Reformulando: há algo no mundo mais surpreendente do que a arte?!
Ah sim, existe... quando há arte e amigos para juntos apreciá-la e degustar seus sabores! E melhor ainda se for numa festa!!




LINDO LINDO LINDO

BRAVO BRAVO BRAVO





quinta-feira, 23 de junho de 2011

Poço

O Poço


Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.


Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Pablo Neruda

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Será que aprendo?

A vida é muito curta para ser gasta nutrindo animosidade ou registrando erros. - Charlotte Bronte


Será que aprendo alguma coisa com isso???




Coloque sua saia mais leve vá dar um passeio no jardim de si mesma! 





terça-feira, 21 de junho de 2011

Nova receita

Para crises de ansiedade, esqueça os ansiolíticos!

DÊ UMA FESTA!!!!

Está convidado, você, caro leitor que suporta minhas bizarrices.

Dia 24/06, sexta-feira, minha casa às 22h. Festa dos bébes.Venha comido.


Cah e Cyn

O realismo capitalista

Lee Iacocca, que foi o executivo-estrela da empresa Chrysler, visitou Buenos Aires em fins de 1993. Em sua conferência, falou com admirável sinceridade sobre desemprego e educação:

_O problema do desemprego é um tema duro. Hoje nós podemos fazer o dobro de carros com o mesmo número de operários. Quando se fala em melhorar o nível educacional da população, como solução para o problema do desemprego, sempre digo que  me preocupa a lembrança do que aconteceu na Alemanha: ali se promoveu a educação como remédio para o desemprego e o resultado foi a frustração de milhares de profissionais, que foram empurrados para o socialismo e para a rebelião. Me custa dizer, mas me pergunto se não seria melhor que os desempregados agissem com lucidez e fossem procurar trabalho diretamente no McDonald's.


Eduardo Galeano - De pernas pro ar.

Fala sério...

domingo, 19 de junho de 2011

Eu tento disfarçar, tento conter, tento fingir, tento esquecer...
Tudo errado!
Isso se acumula, me consome, pesa, esmaga...
E como evito, não sei dos seus porquês.
Até saberia, mas pensar as vezes dói
E as gotinhas da felicidade não.

Mas agora
como outra vez atrás
a coisa me atravessa
me engasga
eu vejo a morte
e ela me beija

Pronto.
Morri.

Patagônia

Ai Zeus! Eis que novamente me pego nesta dolorosa angústia...
Quero ir pra Patagônia
Sem data pra voltar
Numa casinha de madeira no alto de uma montanha
Onde ninguém me perturbe
Vou ler tudo o que eu quiser
E só o que eu quiser
Contemplar a quietude
E que tudo o mais se exploda.

Que os outros morram de fome, de dor ou de ignorância
Tenho uma vida só
E, apesar de existirem várias dentro de mim, ainda sou uma só Camila.
Não tenho um vira-tempo
e nem tanto fôlego para gritar tudo o que desejaria

Quero ir pra Patagônia, mas quero deixar algo aqui
aquilo que se chama consciência eu não quero levar comigo
deixo de presente para os que saberão usá-la bem
e não como um veneno
como tenho feito

Um dia, talvez, eu volte
mas trarei comigo a alma daquele lugar
e mais
trarei também a minha alma
O meu eu 
que na confusão deste mundo está se perdendo

Quero ir pra Patagônia




sábado, 18 de junho de 2011

TO DI FÉRIAS DA PÓS

UHUUU!!!!

ATÉ AGOSTOO

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Altos e baixos...


Bom é saber que o sol sempre volta.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

TERMINEI!

TERMINEI! TERMINEI!!!

EEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Lukács infernal, quase acabou com a minha vida social!!

Ontologia, eu te venci hahahhahaha


CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Enfim, podemos concluir que apenas no modelo societário capitalista é possibilitado o  surgimento efetivo do singular do gênero como indivíduo, pois, a medida que as forças produtivas avançam, há uma complexificação da sociedade e alargamento das escolhas pessoais e maiores possibilidades de desenvolvimento das capacidades humanas. Porém, o capitalismo impõe a negação das determinações ontológicas dos indivíduos: generidade, atividade vital consciente e livre, ser ativo, devido ao trabalho alienado e estranhado, à propriedade privada, a divisão de classes sociais, fatos que induzem à criação de comunidades ilusórias nas consciências individuais que reafirmam a negação prática das categorias ontológicas do ser social. Devido ao estranhamento no trabalho o homem perde seu meio de objetivação e exteriorização, assim a realização humana se volta p/ satisfação das necessidades básicas/biológicas do homem. Neste processo o indivíduo perde a si mesmo, se empobrece, se desumaniza.
O capital, pela primeira vez retira os indivíduos da vida comunal e os coloca na sociedade como rivais, como sujeitos egoístas, em busca do gozo próprio, que se comportam como mônodas fechadas e isoladas. O outro é o limite da liberdade nesta sociabilidade, a liberdade no direito burguês diz respeito apenas à propriedade, logo, é o capital, e não os indivíduos, que são livres. Os indivíduos se tornam apenas cambistas, portadores de valor, equacionados no ato da troca. O dinheiro se transforma no todo poderoso e detém o poder de comprar não apenas objetos, mas as qualidades dos indivíduos. Estes passam a ser aquilo que o dinheiro pode comprar. Devido à cisão social, que divide a sociedade em proprietários e não proprietários, a grande maioria dos indivíduos vivem na miséria não apenas material, mas também humana, à medida que para desenvolver as capacidades humanas é necessário a presença do objeto que as suscita. 
Nesta sociedade, a formação da personalidade do indivíduo se dá de forma contraditória, fragmentada e empobrecida. Por fim, concluímos que o capitalismo proporciona o mais alto grau de desenvolvimento das forças produtivas, enriquece o gênero com o crescimento das capacidades humanas, porém, às custas do sacrifício das personalidades individuais.

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Hehe, confesso que esta conclusão foi quase vomitada...Vamos lá, excelente não está, porém, dentro das possibilidades, foi o que me foi viável fazer.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Alguém aí entende de normas da ABNT para trabalhos acadêmicos?? Porque eu detesto essa parte burocrática da coisa, sabe... Posso pagar com um abraço. Alguém se dispõe???

Aliás, eu ODEIO xerox de livro de faculdade que não vem com os dados BÁSICOS do livro. Como eu vou fazer citação assim??? Tenho bola de cristal por acaso pra adivinhar o ano da obra, a edição, o volume, TENHO??? NÃO!! Droga.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Amiga...

Normalmente acreditamos que nossos melhores amigos são aqueles que mais tem a ver com a gente. São escolhidos entre as várias pessoas, aqueles que demonstram interesses em comum, ou modo e estilo de vida parecido com o nosso. Pois tenho uma amiga que veio para desmentir tudo isso. Não há quem seja mais o meu avesso na face da terra. Uma pessoa linda e admirável. Mal sabe ela que me tira do abismo tantas vezes.


Ela não é como as outras. Ela tem um ar esperto, um olhar sensível, uma audição aguçada. Gosta de coisa boa. Não boa no sentido do refinamento aristocrático, mas no que lhe toca, o simplesmente belo, e que a faz entender um pouquinho mais da imensidão do mundo.

Ela é inteligente e crítica. Mas não, ela não é militante, sindicalista, quiçá comunista. Sua alma não cabe em qualquer ideologia. Ela se sabe, não é apenas uma cabeça a rolar. É uma cabeça e um corpo, mãos, pernas, barriga... e um espírito esfuziante.

Ela alegra e contagia. Possui uma disposição inesgotável, mas não a acorde tão cedo. E se não quiser voltar ao raiar do sol, não aceite seu convite. Ou melhor, aceite. Serão momentos incríveis, você pode aprender, por exemplo, que é preciso ter sonho para sonhar.

Ela gosta de pessoas. Muitas são as que se achegam. Quase todas se encantam. Ela tem um jeitinho cativante que é só dela. Um sorriso convidativo, livre de empasses ou preconceitos. Sua verdade as vezes assusta. Ela não possui máscaras, ela não é um personagem. Ela se permite a liberdade de ser o que é. Por isso é simples e tão difícil de definir.

Ela é amável, amiga, companheira. Não, ela não julga suas escolhas, por mais que não concorde. Ela é livre e assim também permite a liberdade aos amigos. Ela não dá conselhos, nem diz palavras comuns como "tudo passa". Ela te chama pra ver o sol, te manda uma música bonita ou te liga num domingo a tarde te chamando para beber.

Ela é a melhor amiga que eu poderia imaginar neste momento.




Cynthia, minha fofa, eu te amo!!! A mais doidinha de todas! A chave que me abre os caminhos mais inusitados e desconhecidos por mim! Espero ter sua amizade por longos anos!

"Te darei um pedacinho do chão quando de terra firme você precisar, ou um pedacinho do céu se é o sonho que te faz falta"

Desaprendendo

Encontrei a solução!

Sim, para todo o meu lamento (ohhhh), a solução é aprender a desaprender.

Desaprender a ser tão rígida e brava comigo.
Desaprender a ser tão sensível.
Desaprender a mania de controlar tudo.

E vou fazer isso assim:

Vou abrir mão de amigos que me cobram maturidade e responsabilidade, e vou me achegar àqueles que me levam à festas ou a botecos em plena madrugada de domingo.
Vou fugir daqueles que quando erro, me falam: viiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu ou como vc pode??
E vou correr para aqueles que dizem: acontece... não se aflija... vamos beber??
Vou me afastar destes que fazem da vida um tratado. E grudar naqueles abertos à aventuras.

Enfim, não diz o ditado "diga com quem andas que direi quem és", pois bem. Desejo apenas pessoas leves do meu lado.

NÃO NÃO NÃO!

Não me fale de pessoas!

Não, eu não quero saber da vida alheia!

Quer saber algo de mais importante que aprendi na pedagogia (hihi, ), foi com um prof que dizia assim EMA EMA...


CADA UM COM SEUS PROBLEMAS!!!!
by prof. Nelsinho

Desculpem o desabafo, mas a mim ele foi extremamente necessário, pois tenho percebido que algo que me irrita imensuravelmente são pessoas cujo único assunto são pessoas. Não suporto-as, nem a esses papos, nem a esses ambientes. Se eu quisesse saber da vida alheia eu estaria lendo TITITI, ou assistindo Sonia Abrão, ou na janela de casa. Eu estou por acaso??? Heim, heim? Não!!! Não pessoal, eu não me interesso pela vida dos outros e principalmente não me interesso por seus julgamentos morais.
Mas o pior mesmo, o absolutamente não admissível, é encontrar pessoas que se dizem ultra mega MARX marxistas, cometendo o crime, por assim dizer, de JULGAR MORALMENTE as atitudes de indivíduos alheios, principalmente quando estudamos uma matéria que nos diz a todo instante o quanto e o como os indivíduos são determinados pela sociedade. Entendeu? Vou soletrar I-N-D-I-V-Í-D-U-O-S D-E-T-E-R-M-I-N-A-D-O-S P-E-L-A-S-O-C-I-E-D-A-D-E. Isso em larga medida.
Se o sexo está banalizado, por exemplo, não é porque a filha da vizinha dá pra todo mundo, mas porque a sociedade assim o determina, determinando as atitudes individuais. Porra viu, difícil de entender? Se o sindicato, o partido, a organização, não vai pra frente, não faz a revolução, não é por causa dos maus caráters que estão na direção, mas porque o próprio momento impede a formação de indivíduos (e mesmo de organizações) que vão revolucionar, e quem está na direção não foge a esta determinação, não está a cima do bem e do mal.

Ah, viu... cansada dessa pataquada...

Portanto, não me venham com papos de fulanos, ok?


O solll

Quero um lugar que tenha sol. Mas sol de verdade, não este solzinho engana trouxa do inverno (ou pré inverno) de São Paulo. O frio me mata, me consome, zeus!, quero ir pra venus!

dIAS de frio deveriam ser decretados feriados. Devia ser proibido trabalhar ou realizar qualquer atividade no frio. Certas são as formigas, neste sentido. Só neste sentido, pois gostaria mesmo é de ir para as ilhas do caribe como a cigarra nestes tempos gelados...

Barbados - Caribe

sábado, 11 de junho de 2011

Tempo de silencio e solidão







Silencio para poder ouvir os sussurros da alma.
Solidão... para contemplar-me a mim mesma. 




Porque as vezes é preciso

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Escola do mundo ao avesso

Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não têm, outros não dormem por causa do pânico de perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, a morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.
Será esta liberdade, a liberdade de escolher entre ameaçadores infortúnios, nossa única liberdade possível? O mundo ao avesso nos ensina a padecer a realidade ao invés de transformá-la, a esquecer o passado ao invés de escutá-lo e a aceitar o futuro ao invés de imaginá-lo: assim pratica o crime, assim o recomenda. Em sua escola, escola do crime, são obrigatórias as aulas de impotência, amnésia e resignação. Mas está visto que não há desgraça sem graça, nem cara que não tenha sua coroa, nem desalento que  não busque seu alento. Nem tampouco há escola que não encontre sua contraescola.

Eduardo Galeano - De Pernas pro Ar - Escola do mundo ao avesso.

Lindo!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"Horrorizai-vos porque queremos abolir a propriedade privada. Mas, em vossa atual sociedade, a propriedade privada já está abolida para nove décimos de seus membros; ela existe precisamente porque não existe para esses nove décimos. Censurai-nos, portanto, por querer abolir uma propriedade cuja condição necessária é a ausência de toda e qualquer propriedade para a imensa maioria da sociedade."

Marx é fodástico.

E Lukács fodástico 2 por conseguir captar em Marx uma ontologia do ser social.

Lendo Manifesto Comunista e Manuscritos Econômicos Filosóficos para o trabalho de ontologia... Preciso chegar logo ao capitalismo, tenho apenas 2 dias para ele.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Medo... que dá medo do medo que dá.

O medo voltou outra vez e instalou-se numa cadeira, aos pés da minha cama. Olha para mim todas as noites antes, antes de me deixar adormecer, e diz, com voz de mulher: Não vais cometer os mesmos erros pois não?


Eu sinto medo e sei que ele faz parte da formação da subjetividade no capitalismo. 

Eu tenho um coração que bate sem saber que meu peito é uma porta que ninguém vai atender. Ele bate muito, bate acelerado, bate forte porque tem medo de parar. E o medo faz o ar sumir dos pulmões, estes querem respirar segurança, mas numa sociedade a beira do abismo só pode respirar o medo. É tanto medo que me faz morrer de medo!


A individualidade na sociabilidade do capital e a Camila de saco cheio de escrever

Puxa, agora lembrei o quanto sou horrível pra escrever. Nunca fico feliz com o que sai e sempre sinto que está faltando uma coisa ou outra. Escrevo, reescrevo, modifico, deleto escrevo outra vez e o texto que parece nunca findar e as partes fundamentais não pegam liga, puxa, como é difícil escrever! Colaborando para piorar o nível de dificuldade está o não total domínio do assunto a que se destina a escrita... Nada contra a individualidade moderna na sociedade capitalista (não?), meu problema é ontológico, ontoprático, ontolóide, hehe, ou seja, as determinações ontológicas da coisa, que deve basear o trabalho. Já escrevi 6 páginas e sequer cheguei no CAPETAlismo...Enfim, voltarei à minha via crucis, ao menos com pensamento positivo de que a monografia ainda me aguarda num futuro distante (ou nem tanto assim)...