domingo, 31 de outubro de 2010
E viva a democracia
É mesmo muito democrático eu ser obrigada em pleno domingo a deixar o aconchego do meu lar para comprovar a minha "cidadania" imaginando que estou ajudando a escolher o próximo a governar o país. As opções: O PT que atrela o estado à Igreja? De jeito nenhum. O PSDB e sua corja?! Blergt, sem comentário. Pois não nos enganemos, os dois estão aí para defender os mesmos interesses: os da burguesia. O meu voto eles não terão. Ponto.
sábado, 23 de outubro de 2010
As relações, amores, amizades...
Perder um amigo nunca foi fácil. Especialmente para mim, que sou de poucos amigos, então acabo me envolvendo de forma mais profunda com as pessoas com quem faço amizade. Neste sentido, sofro mais quando as perco. Mas nunca a perda de um amigo me fez pensar tanto como dessa vez.
A questão dessa vez foi: que tipo de relacionamento desejo pra mim? Sobre isso tenho feito várias reflexões, leituras e discussões que tem inclusive mudado em muito a minha forma de entender as coisas.
Como já escrevi aqui antes, a relação entre os sexos se dá cheia de contradições na sociedade. A começar pela monogamia, que não é natural do homem, e por isso, junto com ela, surgiu a prostituição e o adultério. O matrimônio da forma como se dá hoje se assenta na ideia do direito de propriedade, de posse, de um ser sobre o outro, logo, este sentimento resulta na invasão da alma do outro, tirando-lhe a individualidade e a liberdade do eu. O culto ao egocentrismo, o egoísmo e o ciúmes faz com que o amor seja uma tragédia que destroça a alma dos amantes. Por um lado, um sofre com a tortura impune de sua personalidade, tendo que forçosamente ignorar o seu mundo exterior. E do outro lado, o outro sofre na tentativa (frustrada) de controle e posse total sobre o ser amado, inclusive dos sentimentos e pensamentos. Dessa forma, a paixão sempre ávida a devorar o eu do outro, escraviza, constrange, causa sofrimentos sem precedentes, fazendo com que um verdadeiro amor se transforme em indiferença, essa terrível indiferença que leva dentro de si raciocínios insuportáveis e mesquinhos.
Então penso: É o que desejo pra mim?! Oh, absolutamente que não!
Porém, o que é um fato, é que pertenço a essa sociedade, nela fui criada, e assim como as outras pessoas, também carrego comigo as contradições e ensinamentos defeituosos dela. Há muito em mim destes seres, desta paixão que descrevi acima. Mas o grande salto que me proporcionou toda esta reflexão foi perceber que este comportamento não é transformado pela simples vontade, mas existe um processo de tomada de consciência a respeito do modo como se dão as relações dentro desta sociedade e os constrangimentos e dores desnecessárias que elas causam, o que não aconteceria se fossemos ensinados e se vivenciássemos algo diferente, uma relação entre os sexos que se desse sobre outras bases.
Compreender que qualquer pessoa tem anseios, vontades e sentimentos, que ela possui um eu independente, e que a vivência desses aspectos contribuem para torná-la um ser mais completo, mais desenvolvido, é fundamental dentro de uma relação. Pois esta compreensão permite ao outro a liberdade e o direito de ser uma individualidade, de não ter que perder o seu eu, ou escravizá-lo perante um sentimento, diante da fúria de uma paixão. E é assim que desejo um amor, que seja pautado na liberdade e no respeito pelo eu do outro, e não no aprisionamento da alma do ser amado ou da minha. Isso é cadeia, não é amor. Precisamos aprender a arte de saber cultivar as relações amorosas, claras, luminosas, leves.
E talvez me fazer pensar e refletir seja a sina (ou o objetivo) desta amizade que perdi, pois começou com um cutucão e terminou com outro.
Clube da Luta
Simplesmente genial. Bom, eu sou péssima para resenhar filmes/livros, então vou me limitar a descrever algumas coisas que ele me fez pensar e como serviu para aguçar algo que eu sinto já há muito tempo.
A questão é : nos dias de hoje algo realmente difícil é dar um sentido à própria vida. A sociedade nos impõe o tempo todo o que temos que querer, fazer, desejar. Nos coloca que para sermos felizes precisamos ter um ap. da ora, um carro bacana, uma casa na praia, e assim sucessivamente, de maneira que sua felicidade aumentaria proporcionalmente ao grau de consumo. Mas tudo isso desaba quando você percebe quão superficial é esta vida, quão sem sentido e fútil é viver apenas disso. Percebe que as coisas que você possui acabam possuindo você. Como bem coloca o filme, você NÃO É o seu carro, NÃO É a roupa que veste, NÃO É o seu trabalho. São descartáveis, simples objetos descartáveis. Assim também acabam sendo as relações entre as pessoas que, estabelecidas igualmente nestes parâmetros, são relações pobres e mesquinhas. O que te resta então??
Duas de mim?
Se for verdade que os caminhos só se abrem quando a gente escolhe um, então eu to perdida!
Nos ultimos dias se apoderou de mim algo que não é novo, porém, dessa vez, se fez presente com força maior. Falo da dualidade em que me encontro diante da vida, das relações, de mim mesma. Algo como uma alma dividia em duas partes que, ao invés de se completarem, se contradizem.
Existem duas de mim
A Louca e a Santa
Na vida da mulher, as contradições presentes na sociedade se expressam de forma ainda mais intensa. Da mulher moderna, espera-se uma carreira bem sucedida e independência, enquanto ainda lhe é cobrado o matrimônio, a maternidade, o amor. Apesar da aparente liberação da mulher, esta ainda acaba por esconder por detrás de uma capa os seus desejos mais profundos. E neste caminho é que volto ao início do meu texto: a dualidade.
Mas não vou falar muito sobre ela. A minha questão é apenas esta: qual das partes deve prevalecer, já que em determinado momento, elas se tornam inconciliáveis? Qual delas me fará mais completa, mais realizada como mulher e como ser humano? Fica para vocês (e para mim!) pensarmos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
No trabalho
Estou adorando os meus pequenos!! Eles são uns fofos, especialmente o berçário. É gostoso cuidá-los, são carinhosos, te recebem na sala todo dia com um sorrisão.. rs. Além disso, tem sido muito tranquilo. A única coisa que preciso muito agora é organizar este meu tempo livre para não perde-lo com internet...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Eleições 2010
Esta campanha de dilma e serra, nunca vi nada mais nojento, mais podre, um verdadeiro retrocesso na política. Estão tratando a questão do aborto de uma forma hipócrita, sem escrúpulos, ultra reacionário, atrasado, uma verdadeira vergonha para a política brasileira, especialmente pra esquerda. O aborto é um fato, criminalizá-lo é obscurantizar um grave problema de saúde pública, além de ignorar a morte de milhares de mulheres. Mulheres POBRES, pois o aborto passa a ser uma questão de classe quando as dondocas da burguesia paguam os seus 6, 7 mil e fazem o procedimento em clínicas clandestinas de forma segura e tem até tratamento psicológico depois, enquanto as mulheres da classe trabalhadora, são as que morrem ensanguentadas em mãos de médicos clandestinos açogueiros, ou depois de utilizarem métodos caseiros. O país de que dilma e serra falam não existe. Porque na vida real as mulheres abortam, abortaram e vão continuar abortando, independente de lei ou qualquer coisa. Não levar este fato em conta é acreditar em conto de fadas, é querer fechar os olhos para algo que está escandalizado em nossa frente. E fechar os olhos convenientemente, pois existe um puritanismo hipócrita em nosso país CATÓLICO que nossos candidatos à presidência aplaudem e se revestem dele simplesmente para não perder voto. Se a igreja disser que é bom comer coco eles comerão coco para não perder o voto dos fieis. A dilma é mais um boneco manipulável nas mãos da burguesia, da igreja, o que só prova o caráter do seu partido: BURGUÊS. E quanto ao serra, acho que nem preciso falar neh??
*desabafo*
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Quem aborta?
As mulheres que abortam são adolescentes, jovens, adultas. Usaram métodos contraceptivos, não usaram, esqueceram de tomar a pílula, têm companheiros que não quiseram usar preservativos. Estão casadas, são solteiras, viúvas, divorciadas. Estão sozinhas, acompanhadas, estão em situação de prostituição, são fiéis e monogâmicas. São hetoressexuais, são lésbicas e bissexuais. Tiveram educação sexual, nunca falaram de sexo com ninguém. São católicas, judias, evangélicas, não crêem em nada, crêem em outras coisas. Querem ter filhos, querem não ter filhos, já têm, querem ter mais pra frente. São pobres, trabalham, temem ser despedidas, não tem trabalho, têm um bom salário, não têm nada. Tiveram relações sexuais com o namorado, com o marido, com o amante, com o amigo, com um cliente, com um desconhecido. Foram violadas por seu próprio pai, estupradas numa balada, na rua, por um, por vários, por um amigo da família, o vizinho, o policial, o padre. Tiveram relações consentidas, pensaram nas conseqüências, não pensaram. Estão a favor do direito ao aborto, estão contra. Causa-lhes um alívio, lhes causa tristeza. Vivem na cidade, no campo, no nordeste, no distrito federal, na Amazônia. O fazem com dúvidas, estão seguras do que fazem. Vão à universidade, não terminaram o primário. Contam para suas amigas, não dizem para ninguém. Sou eu, você, somos todas. Todas o fazemos na clandestinidade. Mas somente uma minoria está segura de que não corre riscos de morrer na tentativa.
Traduzido e adaptado do texto de Andrea D’atri, junho de 2010. Retirado do Blog Pão e Rosas.
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**simplesmente fodástico**
domingo, 17 de outubro de 2010
de você sei quase nada
pra onde vai ou porque veio
nem mesmo sei
qual é a parte da tua estrada
no meu caminho
será um atalho
ou um desvio
um rio raso
um passo em falso
um prato fundo
pra toda fome que há no mundo
noite alta que revele o passeio pela pele
dia claro madrugada de nós dois não sei mais nada
(de você sei...)
se tudo passa como se explica
o amor que fica nessa parada
amor que chega sem dar aviso
não é preciso saber mais nada
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é
Pois voltei do Alto do Ipiranga, assim, cheia de dúvidas, ideias, inquietações e um certo friozinho na barriga. Aliás, como sempre acontece quando minhas conversas com o Luis se estendem. Nestes momentos, dou de cara com uma realidade distinta, e mais, que se contrapõe, quase por completo, à minha. Melhor ou pior? Ainda não sei, pois até então só experimentei uma delas. Difícil fica me encontrar depois dessas conversas, elas sempre me desalinham. Pois apesar de todos os meus argumentos contrários à tudo que ele afirma ao defender o seu modo de vida, bem, confesso que hoje no caminho de volta para casa, fiquei pensando, agüada, na possibilidade de uma vida diferente...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Passei de fase!!!!.... ????
Obs: são 4 posts em um, pois tratam de assuntos diferentes, mas que se conectam, como numa conversa, um assunto puxa o outro.
Esses momentos de passagem são tão esquisitos. Você não pode prever quem vai e quem fica. Não sabe quem vem, os confiáveis, os que é melhor manter distância. Parece com mudar de fase no video-game. Ai que comparação idiota! Mas já que estamos no dia das crianças... Era a maior emoção passar de fase quando eu jogava Sonic no Mega-drive. Significava, depois de muita insistência e longas horas na frente da tv, novos cenários, televisões com surpresas impensáveis, novos poderes, pensonagens e, especialmente, novos desafios. É exatamente assim que me sinto. Novas responsabilidades, que meda! Novos amigos, outros tipos de relações. Tudo novo, quanta mudança!
E EU?
E eu neste turbilhão de transformações, como fico? Bom, por enquanto, fico assim, confusa, observando deslumbrada o novo cenário, cautelosa, curiosa... E, principalmente, pensando, com preocupação, o que de mim vai exigir este novo momento. Será que estou realmente preparada? E, apesar de sentir com alegria que, ufa!, cumpri minha missão, agora posso viver... é exatamente nestas duas última palavras que se assentam as minhas preocupações. Fiz o que era pra ser feito, e agora??? Bom, mas acho melhor, antes de me injuriar com o que vou fazer depois, curtir a alegria de objetivo alcançado, missão cumprida.
AGORA, COMEMORE! :
êeeeeeeeeee eu mereço, afinal, aguentei tanta aula chata, fiz tanto trabalho idiota, me esforcei tanto, ia quase arrastada pra'quela facul depois de um dia inteiro de trabalho, chegando lá ainda tinha que suportar professor dizendo groselha, aluno falando abobrinha, sendo obrigada a estudar coisas irreais, teorias lindas de quem nunca esteve numa escola, e vamos transformar o mundo! Depois de sofrer para fazer um tcc só para provar cientificamente que eu sabia ler e escrever um texto minimamente coerente, enfim, depois de toda essa diversão, sim, eu mereço um diploma que me dá o título de Pedagoga, para chegar na creche trocar bumbum de neném e ser chamada da 'tia', e ainda ver que tudo o que vi na facul não passava de uma bonita mentira inventada pra iludir os desavisados, enquanto, como diz a tirinha, aquele lugar não passa de uma fábriquinha imoral de diplomas. Pois, sinceramente, no que diz respeito à formação, ora, o que a faculdade me ensinou, que de fato me fará alguma diferença na minha prática?? Simples: NADA. Aprendi filosofia, sociologia, etc, etc, claro que adorei estudar tudo isso, mas, e agora? Vou usar tudo isso pra quê? (calma camila, também, porque tudo precisa ter uma utilidade prática e imediata??).....
PEDAGOGA?
E que diabos isso faz? Sinceramente, o curso de pedagogia devia ser proibido pra quem quer ser professor, especialmente professor de criança pequena. Veja o currículo de pedagogia, quantas disciplinas tão distintas entre si, quanta teoria, pouca prática, nenhum foco e compare a carga horária do curso, 3 anos e meio apenas. E são nestes três anos que temos que aprender o mundo, sendo que muitos chegam lá ainda a aprender ler e escrever. Soma a dificuldade dos alunos com a superficialidade com que vimos cada disciplina, devido ao tempo curto, tanto do próprio curso, quanto dos alunos que em sua maioria trabalha sobrando pouco tempo para os estudos, e muitas vezes a falta de preparo dos profissionais que lecionam, falta de exigência de uma postura séria diante dos estudos (vinda da própria cultura do curso e talvez resultado das condições das pessoas que o acessam), então o resultado é uma grande salada mista de aprendizagens superficiais que dificilmente tocam o real, começam entre as paredes da sala de aula e lá terminam. Não existe um aprofundamento, muito menos alguma experimentação prática. E não sou contra a teoria! Muito pelo contrário, a teoria é importante e por isso deve ser tratada com mais respeito e cuidado, e não de qualquer maneira como é feito na pedagogia. Dessa forma, o curso de pedagogia é, como diz a minha vó, ruim da cabeça e doente do pé, pois não forma intelectuais e tão pouco pessoas capazes de fazer o que na prática sua profissão exige.
*desabafo*
P.S.: Não significa de modo algum que não aprendi nada de importante, nem que todos os professores são como os que descrevi. Tive sim, ótimas aulas, importantes aprendizagens e excelentes professores, porém, no geral, ao final de tudo, foi esta sensação que restou, de ineficiencia e incompletude.
E, para terminar, do SONIC invejo uma coisa: suas várias vidas! Muitas chances para errar e consertar...
*desabafo*
P.S.: Não significa de modo algum que não aprendi nada de importante, nem que todos os professores são como os que descrevi. Tive sim, ótimas aulas, importantes aprendizagens e excelentes professores, porém, no geral, ao final de tudo, foi esta sensação que restou, de ineficiencia e incompletude.
E, para terminar, do SONIC invejo uma coisa: suas várias vidas! Muitas chances para errar e consertar...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Feliz Dia das Crianças!!
Quando criança (alguns dirão sarcásticamente o que não faz muito tempo), se havia algo que me arrebatava era o desenho. Amava desenhar. Era apaixonada por lápis de cor, canetinhas, tintas e afins. Desenhava de tudo, inventava, criava, copiava, imitava, queria ser desenhista quando crescesse (aliás, queria ser muitas coisas, como escritora, pintora, inventora... ou qualquer coisa que estivesse incluso no hall da criação). E os meus desenhos faziam sucesso! Na escola, entre meus amigos, minha familia, todos admiravam meus rabiscos. E eu passava horas e horas pintando... Bom é ser criança e poder fazer aquilo que lhe dá prazer.
Mas um dia me disseram que os lápis de cor não me dariam futuro, que era melhor esquecer as tintas e pensar com seriedade na minha profissão, pois afinal, desenho não dá dinheiro... e assim me tornei.. professora! Esta que ficou mais criança do que as suas crianças quando ganhou de presente uma caixa cheia de lápis de todas as cores!
Feriadão
O tempo não foi muito generoso com nosso feriado prolongado. Cadê o sol pra permitir às pessoas um passeio à praia, uma banho de mar, água de côco?! Uma volta no parque, ou uma picina, ou seja lá o que for a céu aberto, respirar ar puro, ou mesmo ir na LIPS tomar um sorvete... Cadê o SOL???
Para nossa infelicidade, invés dele veio este frio totalmente descabido para um fim de semana nos castigar... Dias trancafiados dentro de casa, à base de cobertas e toucas, e eu, pobre menina, nem um cobertor de orelha tenho! Ah, quanto castigo! Tenho tudo e não tenho nada! Que vida...
Para não me lembrar de minha desgraça, passei o domingo trabalhando. O pessoal viaja e me deixa de presente uma pilha de louças pra lavar. E o armário me olhava implorando por uma arrumação... os tênis então! De tão sujos estavam quase andando sozinhos, ou melhor, correndo, para fugir da bagunça do armário... Lavei-os todos, lavei tudo, tudo o que via na frente! Forma de descarregar, primeiro minha ira gerada pela ausência inconveniênte do sol, e segundo, pela inconvenientíssima ausência de um namorado nessas horas.
Ira descarregada, penso hoje em ir fazer umas compras... nada como gastar o novo salário (agora de proooo) que ainda nem recebi.. hehe e viva o cartão de crédito!
domingo, 10 de outubro de 2010
Presenteeeeeeee
Quem disse que eu não tinha nenhum material pra iniciar como prof???
Lindoooooo meu kit pro ROSAAAA rsrsrsrs
Adivinha de quem o ganhei????
Da minha diretora e o pessoal do Neide!
A Simeire, pensou em cada detalhe, oh que lindooooo... choramos atéée na minha despedida.... ah, que saudade..
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Nas trevas de Deus
SÃO PAULO - A despeito das suas diferenças, Dilma Rousseff e José Serra são oriundos da esquerda e pertencem ao campo progressista da política brasileira. É tanto mais esdrúxulo, por isso, que o segundo turno comece pautado, de ambos os lados, pela cabeça de Severino Cavalcanti. Disputa-se para saber quem é mais filho de Deus ou quem consegue ser mais dramaticamente contra a legalização do aborto.
Na noite de domingo, no seu primeiro discurso, Serra, com a mão no peito, fez questão de agradecer a Deus (seria um milagre que estivesse ali?). E Dilma, ao vivo no "JN", anteontem, forçou a nota para dizer que tinha o "princípio de valorizar a vida em todas as suas dimensões".
O comércio com Deus pelo voto religioso virou uma gincana teatral para saber quem é mais impostor.
Serra, na ofensiva, como neoaliado do Senhor, e Dilma, na defensiva, embromando os fiéis, desempenham papéis complementares de uma mesma regressão política.
Isso posto, Dilma precisa deixar claro se mudou ou não de posição. Em outubro de 2007, antes de ser candidata, em sabatina na Folha ela disse o seguinte sobre o aborto:
"Olha, eu acho que tem de haver descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, é um absurdo que não haja a descriminalização. Até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto. Não as de classe média, mas as de classes mais pobres deste país. O fato de não ser regulamentado é uma questão de saúde pública. Não é uma questão de foro íntimo, não.".
Os fatos corroboram o que Dilma dizia até se converter num fantoche. O aborto ilegal é a terceira ou a quarta causa (a depender do período analisado) da morte materna no país. Estima-se que 5 milhões de mulheres em idade reprodutiva (18 a 39 anos) já abortaram no Brasil.
Não é uma questão grave de saúde pública? Não é um debate que candidatos progressistas à Presidência têm a obrigação de fazer?
FHC tem razão: não somos um país conservador, mas atrasado.
Fernando de Barros e Silva
Folha de São Paulo - Opinião - 06/10/2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A despedida
Prestes a deixar minha escolhinha linda, já sinto falta da Simeire, da Aline, da Seve... Puxa, tanta coisa vivi lá! Adoro aquele lugar, aquelas pessoas, a escola se tornou minha segunda casa. Na última reunião pedagógica, ao tomarmos café todos reunidos, professores, agentes, eq. tecnica, ATEs, me lembrei de dois anos atrás quando cheguei e na primeira reunião pedagógica me senti tão sozinha e deslocada, e agora me sintia na sala de casa com a minha família.
Foram 2 anos de muita aprendizagem, sem dúvida. vivi mil coisas, errei muito, consertei, fiz muitos papéis detestáveis, mas também muita coisa boa, com carinho... Eu e a Aline, ainda que brigando como irmãs, formamos uma dupla dinâmica, dávamos conta de tudo e mais um pouco! Minha melhor amiga, a pessoa que estava comigo nos momentos mais difíceis da minha vida, que conhece os meus segredos mais sórdidos, minha ex-companheira de filosofia, jamais vou esquecer tudo o que vivemos.
Trabalhando com a Simeire e sua mentezinha agitada e seu ritmo dinâmico (às vezes frenético rs), aprendi coisas infindáveis, ela e suas histórias, sempre com algo legal e divertido pra contar.. quanta experiência! Se na idade dela eu tiver vivido metade do que essa mulher viveu, puxa, vou me dar por feliz. Suas ideias mirabolantes, sua agitação, inteligência, e principalmente o seu coração enorme, que sempre acolhe, sempre procura ajudar e fazer o melhor, ah isso é algo que levarei. Minha diretorinha linda, parece uma menina, uma pessoa admirável!
A Severina! Nossa amiga, companheira de conversas longas, discontraídas e principalmente, muito divertidas! Aprandi muito também com a Seve e seu jeito prático e arretado de ser! COm ela as coisas tem que ser no prumo! E seguirei fielmente o seu conselho: caso não goste de ser professora, pense no seu holerite e seja feliz!!! Sempre me incentivou, me carinhou... vou sentir muita saudades!!
Difícil deixar essas pessoas tão queridas. Mas já sinto, por outro lado, que meu tempo lá já se esgotou. Preciso seguir adiante, a vida exige isso. Vou guardar com muito carinho as pessoas, os bons momentos e tudo o que aprendi. E que a nova escola seja um lugar bom, tão bom quanto o Neide Ketelhut!
domingo, 3 de outubro de 2010
Jay Vaquer - Pode Agradecer
Assim como as outras composições do Jay Vaquer, esta música tem uma letra forte e impactante, que diz muito do nosso momento atual e suas relações defeituosas. Logo posto outras músicas desde compositor pouco conhecido, mas que muito gosto!
PODE AGRADECER!
sábado, 2 de outubro de 2010
Nos segredos dela se aposta viu?
Nos cabelos dela não se toca ouviu?
Eles são de nuven ou bombril?
Eles são ousados ou só seus?
Mas é que ela mora na janela
Junto ao seu gato e um mistério
Desenha um rabisco no caderno
Espia um belo eterno?
Que será que ela vê naquela TV feita de pau amarelo?
Viaja estudando o espaço
No seu vestidinho de morango?
Na insistência da imaginação
Pobre coração
Pobre coração
Nos cabelos dela não se toca ouviu?
Eles são de nuven ou bombril?
Eles são ousados ou só seus?
Mas é que ela mora na janela
Junto ao seu gato e um mistério
Desenha um rabisco no caderno
Espia um belo eterno?
Que será que ela vê naquela TV feita de pau amarelo?
Viaja estudando o espaço
No seu vestidinho de morango?
Na insistência da imaginação
Pobre coração
Pobre coração
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