terça-feira, 11 de setembro de 2012

RAIO DE VIDA QUE NÃO ME COMPORTA

Vida de tédio.

Trabalhar, economizar, pagar carro, fazer poupança, não sair, não viajar para poupar, comprar apartamento.....................PRA QUÊ? Pra viver nesse tédio sem fim, cheia de dívida, sem dinheiro pra nada?? Que perspectiva de futuro? Trabalhar pra pagar dívidas? Que merda. Que vidinha medíocre. Limitação que eu acreditava ser individual, quando alguém me falou, minha cara, é SOCIAL. A sociabilidade presente que restringe as possibilidades, impõe uma realidade de tédio por falta de dinheiro, falta de tempo, falta de oportunidade, falta de perspectiva. Sociedade em que o  trabalho nos suga até o espírito, tritura o corpo e nos impede de VIVER. Eu quero mais, esse mundo de impossibilidades não me satisfaz. DIACHO DE MUNDO!

Num passeio no Parque Ibirapuera... Diacho de Mundo!


Porque eles desfrutam dos melhores perfumes, mais finos tecidos, de requintadas comidas e especiarias, a mais alta tecnologia, as mais caras viagens, as mais luxuosas casas... às custas da nossa miséria, das nossas ninharias, do nosso suor. Não temos nada pra que eles possam ter tudo. Tudo das mais diversas e melhores coisas que a humanidade já produziu. Nós ficamos com as sobras, isso quando ficamos com algo além de frustrações e cansaços. E haja frustração e cansaço! Burguesia asquerosa, eu te odeio!

sábado, 8 de setembro de 2012

O feriado

Que delícia rever velhos companheiros de farra. Estava precisando. Um banho de alegrias, risos e alto astral. Deu gostinho de quero mais.

Quero mais amigos,
Quero mais risada
Quero mais leveza
Quero mais diversão

 
 
Quero outros ares, pessoas, cores, ideias....


segunda-feira, 3 de setembro de 2012


A morte sempre me foi algo assombroso. Apenas a conheci de perto uma vez, quando era ainda muito pequena, quando meu avô falaceu. E essa situação atual, tendo a morte tão próxima, fez com que eu pensasse muito. Não acredito em reencarnação, nem céu nem inferno, nem nada. Toda vida que nasce um dia finda com a morte. O ser humano não foge à regra. Mas a idéia de acabar, simplesmente assim, é mesmo muito estranha e nada consoladora. É necessário entendê-la como natural. Acaba para quem morre, aos que ficam resta a dor e a certeza de que a vida continua e não pára. Daí que a noção de que sou tão finda como qualquer mortal me desperta a ânsia de realizar tudo aquilo que desejo. Satisfazer minhas vontades todas, porque, afinal, a vida é uma só e uma hora ela vai me acabar também. E quantas coisas vou morrer sem saber! Sem conhecer, sem descobrir, sem vislumbrar a verdade, sem saber o que será da vida dos seres humanos num futuro não tão distante. Conseguirá a humanidade libertar-se de seu cárcere, conseguirão os homens um dia viver em paz e poder, todos sem excessão, deleitar-se com plenitude da vida, esta vida tão frágil e finda?? Gostaria eu de morrer com uma resposta positiva à essa pergunta. Com sinseriadade, seria um consolo, e a morte eu aceitaria em paz.
Que ano difícil tem sido esse. Minha luta contra esse hpv maldito que finalmente terminou, a doença da minha vó, a dor e o sofrimento diário da minha família, a morte da vó do Fê, a primeira crise do nosso namoro. Difícil. Sei que dias melhores virão, por que eles sempre vem. E que na vida há momentos de tristeza e dor, assim como há dias de sol e dias de chuva. Venho tentando a cada dia ser natural e aceitar com a calma possível esses tempos de desordem. Mas nem sempre é fácil. As vezes me sinto num redemoinho sem saber o que fazer. Daí coloco uma música, controlo a ansiedade, ligo pra um amigo. As vezes choro e peço colo, carinho, consolo. Não tenho conseguido escrever, mas sei o quanto isso me faz falta para colocar os pensamentos em ordem, principalmente nesse momento.