segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pensando em...

Amores e desamores dessa vida.

Não ouso por aqui dizer de amores meus, pois são complexos por demais. Por vezes incompreendidos, confusos, negados, até por mim muitas vezes não suportados. Por isso vou falar do amor alheio. O amor dos outros. Amores esses, infelizmente, tanto ou mais distorcidos do que os meus próprios... (Mas porque haveriam de ser melhores? Afinal, o que me pesa, pesa ao outro também...). São amores esquisitos estes que não nos fazem ser melhores e a nos sentir mais felizes. Esquisito também quem tanto insiste em amores auto-flageladores. Amor é força que constrói. Quando destrói é outra coisa qualquer, menos amor. E sinto que muitas outras coisas quaisquer tem levado nome de amor. Neste entremeio de amores doentes, modificados geneticamente, desenganados, que tanto vejo por aí, enquanto eu mesma provo seu sabor amargo, me fazem murchar... esvanescer. Perco pouco a pouco as esperanças e a vontade de viver amores...


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Minhas crianças

Minhas crianças vão correr e pular. Vão dançar muito, de rock à maracatu. Vão aprender a apreciar boa música, ouvindo toda sorte delas! Elas vão cantar! Minhas crianças vão brincar até cansar! De casinha, cavalhinho, bola, bambolê. Vão brincar de lencinho branco, corre cotia, toca, pega-pega, esconde-esconde.  Minhas crianças vão descobrir as maravilhas de nossa ilimitada imaginação. Minhas crianças vão criar. Vão poder manusear materiais de todos os tipos, cores, texturas e tamanhos. Elas vão aprender a falar. A ouvir. A pensar. A respeitar e cuidar dos amigos. Sim, elas ouvirão muitas, muitas histórias! E quantas mais eu puder contar! Vão ler livros infântis, revistas, jornais. Vão aprender versinhos e cantigas de roda, até trava-línguas! Minhas crianças vão aprender sobre a natureza, sobre o céu e a terra e as borboletas!  Elas vão ao cinema, ao teatro e à piscina, nos dias de calor. Tudo isso e muito mais!! Enfim, minhas crianças descobrirão um pouquinho mais sobre o mundo, sobre elas e sobre sonhos.


Escrevo para refrescar-me a memória de quantos desafios terei pela frente! Muito ainda preciso aprender sobre os meus pequenos e, certamente, este será um ano de importantes aprendizagens, o meu primeiro de profissão. Posso sentir que muito me falta, mas o fundamental eu aprendi: o meu dever de oferecer o melhor possível aos meus alunos, filhos da minha classe. Que seja um ano produtivo com minha turminha de 3 anos!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ausência - Vinícius de Morais



Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.

No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.

Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada

Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.

Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.

Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.

Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.

Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.

E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.

Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.

Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.

E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.

Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Faça o que quer! Ou morra com vontade.


Estou quase certa de que já agi movida por esta frase, quase sem querer....

"A gente leva da vida, amorr... A vida que a gente leva."

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Despedida


A rotina de nossas vidas costuma nos encarcerar dentro de um quadrado tão pequeno e previsível, que o surgimento da possibilidade (ou, as vezes pior, a inevitabilidade) de uma grande mudança ou mesmo pequena, já é motivo de desespero para nós. Só o pensar no possível desconhecido, que por ser desconhecido geralmente é amargo e frio em nossa maquiavélica imaginação, já nos arrepia os cabelos. Porém há momentos limites em nossa vida em que, ou mudamos, damos uma virada na vida, ou então somos virados por ela. Virados do avesso e feitos de capacho de porta. É uma escolha inevitável: a mudança necessária, mesmo que dolorida, ou a degenerescência do ser. Descontinuidades e recomeços são processos importantes na vida. É a busca do ser pelo seu desenvolvimento e felicidade.

Algumas decisões são difíceis e absurdamente sofridas. Porém, no momento pós-choque, a sensação de superação das barreiras que não nos permitiam avançar, é impagável. Então ficamos mais leves e abertos às oportunidades da vida. Porque a vida foi feita para se viver e ser feliz.



Despedida

A cada despedida, morro inteira. Nunca mais sou a mesma. Minhas pétalas caem, fico murcha, despedaço. É tão grande o rasgo que se abre dentro de mim e dói tanto que, na hora, tenho certeza que jamais vou me curar. Mas com o tempo me reconstruo, vou nascendo de novo. No dia 1°, passa um filme que eu adoro; no dia 3 amanhece ensolarado; no dia 6, dá praia. E aí, pra minha surpresa, no dia 10, a dona da venda lembra meu nome e, no dia 26, o mais bonito da rua sorri pra mim. Até que, num belo dia 15, o rasgo acorda costurado. Cada história me alinhava numa cor diferente, vou me colorindo e a vida me continua.

Elisa Kim
 

...aos homens tudo é lícito. E o senhor sabe por quê? Porque as leis foram feitas pelos homens. Se as tivessem feito as mulheres, então seria tudo ao contrário. Ah! Se mandasse eu, queria que todos os homens infiéis andassem com um galho de árvore na mão. O mundo viraria floresta.




Hahhahahahahha


Arlequim, servidor de dois amos, Carlos Goldoni. Cena VIII - Fala de Esmeraldina (criada) a Silvio (noivo de Clarisse)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Post de solidariedade ao companheiro Vinicius

Perdi a vontade do café quando hoje cedo abri meu email e me deparei com uma triste e repulsiva notícia de violência, cometida mais uma vez por, adivinham quem? Quem mais poderia protagonizar uma notícia com essas características, senão a polícia paulistana a mando de nosso prodigioso prefeito Kassab?? Pois sim, a repressão policial no último ato contra o aumento abusivo da passagem de ônibus, realizado ontem à tarde, foi truculenta, brutal, inadmissível. Quer covardia e imbecilidade maior, 8 homens fardados espancando uma única pessoa, que estava lutando por algo que é interesse, sem dúvida, de toda população paulistana?! População que hoje, todas as vezes que usa o transporte público, sofre um verdadeiro assalto à mão armada! É vergonhoso. Vinícius, assistente social e servidor público do município de São Paulo, militante cruelmente espancado pelos policiais, hoje está internado passará por cirurgia. Venho por meio deste post, declarar minha solidariedade ao companheiro Vinícius e total repúdio à polícia boçal de São Paulo. Basta de repressão e violência policial contra quem luta e se manifesta!
Pela liberdade de expressão e manifestação!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sobre os homens e sua incansável busca pela resposta da pergunta: como entender as mulheres?

Vejo que nos últimos tempos a rede Globo tem investido em minisséries e afins que tratam sobre “mulheres”. E, disso, vi surgir algumas discussões das quais não posso me abster. Vejo amigos meus a viajar nesta onda de “compreender a fêmea da espécie”, o que querem as mulheres, o que pensam as mulheres, traçam perfis, generalizam. Geralmente surge o assunto em conversas de boteco onde todos querem apresentar suas teses e mostrar que entende mais delas, ou melhor, de nós. Geralmente dizem que somos complicadas, indecifráveis, loucas ou coisa parecida. Pois eu vou dizer aos homens que incansavelmente buscam entender as mulheres, que trata-se de uma coisa mais complexa, e que, portanto, dá mais trabalho do que uma simples análise superficial das personalidades femininas.

Não é o objetivo dar uma aula de como entender “as mulheres”. Mesmo porque percebo que o comportamento desses “seres” se faz mistério apenas para aqueles que fantasiam, estes que tratam delas como se fossem todas como as das minisséries da globo. Ah, meus amados homens, porque não tentam aprender a enxergar a mulher real, comum, os seus dilemas, o mundo que a cerca e, especialmente, a pressão histórico-social que pesa sobre os seus ombros?? Apenas digo que, certamente, a mulher seria menos “complicada” se as relações sociais as quais ela está submetida fossem menos perversas (e, claro, se vocês, homens, fossem mais inteligentes para buscar compreender essas coisas sem precisar de longas explicações).



P.S: Este vai para os desfavorecidos intelectualmente (hehehe provocaçãozinha): O que tentei dizer no texto acima foi: não é à toa as nossas crises, dúvidas, dilemas e comportamentos diversos. A mulher vive numa pressão permanente da sociedade. A nós é exigido ser mãe, esposa, trabalhadora, dona de casa. Somos submetidas a padrões de beleza ditadores absurdos, a dupla, tripla jornada, a opressão sexual, a violências de toda sorte, a uma educação castradora, à mídia que nos faz de objetos. Enfim, eu poderia citar outras mil coisas. Tudo isso é resultado das mazelas do nosso sistema econômico e social, que apesar de atingir a todos, atinge a nós mulheres de maneira muito mais intensa e profunda, nos tornando mais sensíveis às contradições e aos males da sociedade. Esta opressão que se dá de diferentes maneiras em nossas vidas e em diferentes graus, dependendo de classe social e outros fatores, tem inúmeros reflexos na formação de nossa personalidade, fazendo com que criemos defesas e reações diversas ao longo de nossas vidas (aí sim, a frase de Simone de Beauvoir, não nascemos mulheres: tornamo-nos).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ser Livre

Para ser livre, é preciso "coragem de rio", coragem de seguir, leve, límpido, cristalino. Coragem de ser rio, que quando diante de um obstáculo, busca caminhos, busca felicidade. Os rios sabem realmente o que é amar, sabem se entregar e deixar-se correr ao sabor da correnteza.
Giuliana Mendonça de Faria


Sindicato

Mal cheguei à nova escola e, meio que no susto, já me tornei a nova representante do sindicato dos professores municipais, o SINPEEM. Coloquei meu nome no sorteio, mas como nunca ganho nada, não criei muitas expectativas. Aliás, até ontem nem filiada eu era do sindicato, hehe.
Hoje foi a reunião de representantes. Vejamos o que achei...

A principal campanha do sindicato é de aumento salarial. Porém, ele considera aumento algo que já recebemos, o Abono Complementar, logo, a luta é apenas pela incorporação deste no padrão (sem aumento real). Eu me pergunto... incorporação... porque não reivindicar um aumento de 61% como o dos parlamentares, heim heim???


Outra questão é o tamanho imeeeeenso da pauta de reivindicações, cerca de 100 e poucas. Creio que isso dificulta a luta, pois não tem foco, atiramos para todos os lados a todo tempo. Há muitas reinvidicações que considero importante para a Educação que vão além de salário e que ficam meio que em segundo plano, escondidas atrás da suposta campanha de aumento salarial.


E, pelo que percebi, não temos outros métodos de luta, a não ser negociações da diretoria do sindicato com o governo.

Disso deriva algo que achei engraçado... depois de discutir e acrescentar reivindicações na pauta, eis que termina a reunião sem um mísero encaminhamento! Tipo, nós queremos isso, e mais isso e mais isso, ouviu? O presidente põe na pauta e todos vão embora felizes! Como assim??


Bem, essa foi minha primeira impressão do sindicato. Posso ter deixado passar coisas, ou entendido mal outras, creio que com o tempo vou descobrindo e assim podendo discutir com mais firmeza alguns pontos.



São Thomé das Letras – MG

Sempre desejei conhecer este lugar. Desde o ensino médio, as musiquinhas do Ventania e as deslumbrantes histórias de quem já visitara a cidade mística me deixavam aguada (mas nada a ver com cogumelos azuis, ok?). Eu tinha a certeza de que em algum momento uma oportunidade e um amigo generoso surgiriam para saciar esta minha vontade. Dito e feito. Eis que por um acaso do destino (chamado greve) eu conheci minha querida amiga Cynthia. Um post sobre ela logo mais eu farei. Percebendo-me meio acabrunhada, ela me convidou para uma de suas fantásticas viagens! Adivinha o destino?? Pois não precisou chamar duas vezes.

Tudo o que falam da cidade não pode descrever a real magia que existe naquele lugarejo. Privilegiado pela natureza com sua belíssima paisagem, cachoeiras, grutas e um céu absurdamente estrelado ao escurecer do dia. São Thomé inspira liberdade! Contemplar e viver a natureza é o principal foco de quem visita, daí vem a simplicidade e a leveza do local. Amei poder andar pelas ruas à vontade, de chinelinho e roupa confortável, sem me sentir vigiada por olhares e línguas que sob o julgo da “estética” destilam veneno e desaprovação, como geralmente acontece quando visitamos cidades turísticas, onde os visitantes mais parecem querer desfilar e exibir do que curtir o lugar (no estilo síndrome de classe média rs). Em São Thomé cada um anda como quer, como se sente bem e isso é lindo!

Além disso, conheci alguns dos amigos da Cyn, a Elis, a Cintia Loira, o Fernando, a Nathalia e o Bruno. Uns fofos! Curtimos muito a viagem e tratamos logo de combinar outros passeios. Me identifiquei bastante com o pessoal, o astral, o estilo de música, as idéias...

O texto a seguir foi escrito à algumas pessoas muito queridas, que em mente e coração me acompanharam nesta viagem.

Escrevo esta carta tendo diante de mim um cenário magnífico, num lugar mágico, tocado delicadamente pelas mãos encantadas da natureza. Uma cidadela construída num vale entre montanhas rochosas, brancas como areia da praia. Desta rocha ergueu-se a cidade. No mais alto morro fica a pirâmide, também feita da rocha. Nela me encontro no topo, deitada sobre a pedra fria. São sete da manhã. Ainda posso sentir a umidade deixada pela garoa da noite. Nuvens brancas de neblina estão abaixo do pico da montanha, encobrem a cidade, dando a sensação de que estou acima delas. Acima das nuvens! Diante de mim, o céu claro, raios de sol brilhantes banham de luz o lugar. No horizonte, uma paisagem pintada dos mais variados tons de verdes que formam um belo contraste entre as rochas brancas, colorindo vales e montanhas. A sensação é de que faço parte de uma belíssima pintura. A não ser pelo cantar dos pássaros e do ar fresco da manhã, que parece penetrar o meu corpo e me fazer mais leve. Tão leve que o abismo diante de mim não causa o menor desconforto, pelo contrário, sinto que poderia pisar nas nuvens e flutuar. Uma pintura, ora, assim desmereço o lugar! Este é muito mais completo, mais vivo, mais encantador visto e sentido de perto, ao vivo, nem pintura ou fotografia seria capaz de retratá-lo em seus mais ricos detalhes... Apenas estando aqui, respirando e sentido é que você poderá entender o que tentei descrever nesta carta..

Enfim, sinto que a viagem a São Thomé foi uma espécie de “rito de passagem” para mim, um renovar de energia, o fechamento de um ciclo delicado e tenso, e início de um novo, com novos desafios, novas batalhas pela frente, além da concretização de escolhas e decisões do ciclo passado. Que o novo momento da minha vida seja leve e livre, como me ensinou São Thomé!





PS: S.T. significou tuudo isso, sem falar, claro, na pinga de figo, Raul Seixas, o medinho da gruta escura, os infindáveis cães que nos perseguiam, o sumiço do guarda-chuvas, a loonga caminhada até o Vale das Borboletas, a diária de 12 reais, a casa do Hippie doidão e as brisas por tabela (e sem tabela) rsrsrs....
e, pra finalizar...
Como diz o hino da cidade

"como tá bonito São Thomé, vem vêeee!!!"

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Essa vida adora nos sacanear né! Bem diz aquela frase "quando acreditamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas!!!!"

E põe pergunta aí!!!

 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Oiieee genteee!! Voltei!!!


Pois sim! Depois de boas e merecidas férias para refrescar a cacholeta e esticar os cambitos, estou de volta ao Metamorfose, com direito a perfil e template novo (ainda que com arte amadora.. ahn, alguém reparou?!).
Eu disse férias? Sim, no mais lindo sentido da palavra. 30 dias de puro ócio. Mochila nas costas, amigos, pé na estrada... Viajar..uma importante descoberta: ô delícia esse negócio! Nos faz esquecer por algum tempo quem somos e de onde viemos, e o melhor: não é nociva à saúde (apesar de poder causar dependência..)!! Céu azul, cachoeiras, diferentes paisagens, rio, mar. Amo mais que chocolate.
Sei que voltei zen e com a corda toda! Mil e uns projetos e ideias e vontades...



Olha eu aqui de novo