De novo... a conclusão não sai ... a introdução só saiu porque escrevi aqui primeiro... vamos tentar a conclusão agora...
Vamos ver, a prof. disse que não deve ter nenhuma novidade, deve ser as conclusões parciais mais importantes da cada capítulo mostrando como eles se conectam e estão coesos.
Tá, tá...
O primeiro capítulo eu falo das determinações ontológicas das três esferas do ser me centrando na relação entre singular e universal na natureza orgânica e inorgânica. Quais são as conclusões?
Primeiro que todos os entes que compõem as três esferas do ser - orgânico, inorgânico e social - são objetivos, processuais, históricos e existem enquanto singular e universal. A natureza orgânica e inorgânica são sempre movidas por processos causais. No interior da inorgânica a relação entre singular e universal se configura como transposição do singular a outro gênero, diferente do qual pertencia. A natureza orgânica emerge do seio da primeira e portanto, tem sua existência irremediavelmente ligada a ela. A reprodução dos organismos se faz pela adaptação passiva ao ambiente e o gênero é a somatória de todos os exemplares singulares. Nesses o gênero existe diretamente nos exemplares singulares que já nascem com as capacidades de seu gênero que estão presentes no seu próprio organismo. Assim, as transformações dos gêneros ocorrem nos singulares, mas sem que esses interfiram no processo. Na natureza apenas existem gêneros mudos, porque esses existem efetivamente mas são incapazes de qualquer expressão consciente.
Isso apenas muda com o salto ontológico que deu origem ao novo tipo de ser: o ser social.
Segunda parte: o ser social e a nova relação entre singular e universal
O ser social enquanto salto ontológico surge da natureza orgânica e é indissociável das esferas precedentes. É ser natural, genérico e a peculiaridade que o distingue dos demais gêneros da natureza é o fato de seus exemplares singulares serem ativos. O desenvolvimento da consciência por meio de sua atividade - sempre socialmente fundada - é o que permite que o homem adapte-se ativamente ao ambiente, transformando-o conforme suas necessidades sociais, afastando as barreiras naturais e construindo, assim, o seu próprio mundo. Desse modo, o gênero se exterioriza, se objetifica, formando algo como uma segunda natureza, isto é, não se expressa diretamente em seus exemplares, mas está fora deles, de modo que esse precisam se apropriar do gênero, de suas construções histórico-sociais, o que marca o gênero humano como novo tipo de generidade. O caráter ativo de seus exemplares singulares acaba por configurar uma nova relação entre singular e universal na qual as mudanças no gênero são postas em movimento pelos próprios singulares por meio da sua atividade vital: o trabalho. Assim, o gênero cessa a mudez biologicamente determinada, pois os homens passam a possuir uma dada consciência de pertencer à um gênero, ainda que num primeiro momento este seja identificado com o agrupamento imediato ao qual o homem singular pertença.
A próxima fala da práxis como fundamento da individualidade.
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