Nosso coração resistiu à nossa própria decisão de nos apagar um ao outro da mente.*
Daí (re)começa a nossa história.
Eis que vivemos uma bela e verdadeira amizade de colégio, no auge de nossa adolescência, que por pouco mais de três meses nos possibilitou viver coisas inesquecíveis e marcantes. Certamente seríamos amigos pelo resto de nossas vidas... no entanto.. "a vida tinha um plano e separou a gente".
Perder pessoas queridas não é um processo fácil. Especialmente quando se perde em vida. "O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo"
Perdê-lo abruptamente, junto com nossos amigos, a nossa família, foi doloroso. A nós dois. Um pedacinho de mim ele levou com ele.
Fiz muito para esquecê-lo, "te matei mais de mil vezes".. sem compreender o que se passava...
"as vezes o amor está ali, você nem tá sabendo..."
E nesses 9 anos de ausências, entre lembranças e esquecimentos, vivemos muitas coisas. O que nos levou a entender que, ao contrário do que se costuma acreditar, o tempo não cura tudo, apenas tira o incurável do centro das atenções.
O incurável. A sintonia que, num encontro repentino alguns anos depois, numa brincadeira inocente nos permitiu, secretamente, ler um ao outro pelo olhar... Realmente, O Amor... às vezes não tem cura.
Nesta época, aquele olhar triste, cabisbaixo, que já havia sido o mais vibrante e contagiante de todos os que eu já conhecera, me causava um conformado pesar. As vezes, perdida em devaneios, pensava que talvez pudéssemos retomar nossa amizade, tão injustamente interrompida, em algum tempo distante.. ou somente em outra vida... triste era pensar no nunca mais.
Porém, como me disseram uma vez "nada desvia o destino..."
A vida nos seguia e no instante em que tudo parecia tão pálido...
Não. Passados 9 anos de distâncias, nos reencontramos adultos, formados, cheios de histórias e cicatrizes, vivendo em mundos completamente diferentes, quando não contraditórios, e ainda assim conversamos como se nunca, nada, jamais tivesse nos separado. "Tipo coisas da sétima arte. Aconteceu sem que eu imaginasse"
A partir daí embarcamos numa aventura em que a vida magicamente se resume a nossa graciosa bolha de sabão multicolorida que flutua no ar. Enquanto isso, o mundo gira em câmera lenta e perfaz os caminhos para seguirmos adiante em nossos sonhos, agora compartilhados.
Tão natural quantoa luz do dia
Mas que preguiça boa,
Me deixa aqui à toa,
Hoje ninguém vai estragar meu dia,
Só vou gastar energia pra beijar sua boca...
Por fim, foi necessário perder uma amizade para ganhar um amor-amigo... Ou mais que isso.. Hoje sou e tenho um CÚMPLICE, no amor e na vida. E é desta cumplicidade que a nossa bolha se faz e é blindada.
E eu que pensava que jamais teria um amor como o da juventude
Mas que preguiça boa,
Me deixa aqui à toa,
Hoje ninguém vai estragar meu dia,
Só vou gastar energia pra beijar sua boca...
Por fim, foi necessário perder uma amizade para ganhar um amor-amigo... Ou mais que isso.. Hoje sou e tenho um CÚMPLICE, no amor e na vida. E é desta cumplicidade que a nossa bolha se faz e é blindada.
E eu que pensava que jamais teria um amor como o da juventude
Eu que pensava que ideias comuns eram o suporte para construir o amor
Eu que pensava que não ia me apaixonar nunca mais na vida
Eu que acreditava ser impossível amar, querer, se dedicar a uma única pessoa
Eu que... jamais sonhei viver coisa tão linda... mágica, apaixonante, doce... e recíproca!
Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei
E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor
E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir aonde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar
Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar
*Brilho eterno de uma mente sem lembranças...
Gabriel, eu te amo!
...e amei, sempre.
P.S.: O amor é algo tão inexplicável, que por mais que tentemos é difícil descrevê-lo. Por isso explicitá-lo através da música é a melhor alternativa, pois por sorte existem e existiram no mundo alguns espíritos iluminados com a capacidade de desvendar um pouquinho que seja desse sentimento. Portanto, cada trecho de música aqui escrito tem um link para ler e ouvir a música na íntegra. São músicas que contam, cada uma, um pouquinho dessa história, cujo título tão bem a define: " Coisas da Sétima Arte".















