"Roda mundo roda gigante, roda moinho roda pião.. O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração"
As vezes queria voltar a ser criança. Usufruía as largas de uma imaginação mui fértil. O maior prazer era inventar: histórias, desenhos, brincadeiras, jogos, brinquedos... Tudo e qualquer coisa tinha vida e um brilho diferente, até as coisas mais banais. Tinha gosto especial pelos finais de tardes ensolaradas... O cheiro do café da minha vó e de pãozinho fresco. Aquela casa grande, espaçosa e sem muita frescura foi o lugar da minha infância. O beral de onde via o sol se esconder e contava estrelas à noite. Ai que tempo bom... tempos que não voltam.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
post antigo (um mês atrás) não postado
Ai que atmosfera estranha essa semana. Parece que to vivendo no futuro, enquanto a vida parece um pálido sonho indistinto e nublado. Cabeça paira em imagens de outros tempos. Sem voltade de pensar o Estado em Hegel, essa é a verdade. Foda-se o indivíduo e a politicidade. Pela janela vejo o dia cinza. O frio. Preguiça, queria dormir o sono dos justos, como diz o amigo. Durmo muito bem por sinal. Mas queria é descanso. Queria dinheiro. O preço da liberdade? rsrs... Professor é fodido mesmo. Ô profissãozinha miserenta.
Para os loucos amigos loucos
Olha eu aqui fugindo de entender a negação da negação de Hegel que Lukács fala sem parar na parte 3 daquele livro. Eu estava adorando o livro, super empolgada... sei, estava muito bom para ser verdade.
Estive pensando em alguns amigos meus. Sabem que tenho pouquíssimos amigos. E percebi que justamente escolhi, a dedo, os mais loucos dos loucos. Daí reparando a demência de cada um percebi: uns são loucos pra fora, outros são loucos pra dentro. Tem aquele meio ogro, outro que me deleta das redes sociais num acesso de raiva, outro que me pede segredo. Um é louco por não ter amarras, ir para onde o vento ventar, outro por se agarrar a cada centelha amarelada do passado. Cada um a sua maneira é louco um pouco. E eu os amo tanto que mesmo quando agem como doidos que são eu ainda os amo. Fico brava as vezes. Mas desses amigos, os poucos, a raiva e qualquer tipo de sentimento ruim sempre se dissolve em novos sorrisos e segredos. É porque eles são parte de mim, são, na verdade, a melhor parte. A minha melhor parte louca de ser.
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