Eu viajei muito. Curti um ócio nervoso. Namorei demais. Descansei. Sem nenhuma culpa.
No fim, descobri que meu mal era falta de vitaminas.
Homeopatias, suplementos alimentares e São Tomé das Letras: estou me sentindo nova.
Baterias recarregadas, energias repostas, estou pronta para mais um ano àrduo de trabalho, estudo e mil outros afazeres. Obviamente que depois de tanta folga eu precisaria incluir os afazeres em minha rotina em doses homeopáticas.
Comecei com o trabalho. Nova turminha, nova sala, nova rotina, novas responsabilidades. Afinal, agora estou eu sozinha com 21 anjinhos por 5 horas, o que não é bolinho. Adaptada à loucura do trabalho, voltei para a academia. Tudo mudado por lá, e lá vai eu me adaptar e encaixar as atividades físicas, tão necessárias, em minha rotina. Descobri uma aula de aeróbica muito legal e percebi que mais uma vez precisarei amansar meu espírito agitado para praticar a yôga. Academia ok. Vou agora para o mais esperado, ou desesperado: a pós. Durante as férias enquanto o Fe lia trocentos livros eu dormia ou lia Balzac. Até tentei ler Proust, mas me dava sono a falta de ações e as infinitas descrições. Marx, Chasin, Lukács?? Nem pensar! Bom, ontem voltei à Fundação. Na minha sala, só sete alunos, e uma professora dando chamada oral. Ó ceus...
Uma colega disse que quando terminar a pós vai ler uma infinidade de livros... eu pensei baixinho, olhando a tarde insolarada pelos vidros da sala... acho que vou comprar uma bicicleta...
Bem, bem, minha cabeça anda resistente quando o assunto é livros, mais-valia, valor de uso, capital, trabalho... Não sei ainda como voltar à ativa nos estudos, só sei que tenho uma infinidade de livros olhando para mim e três trabalhos pendurados que vão começar me pesar nas costas... É, o jeito é fazer um esforço estrondoso. Lá vou eu...