domingo, 10 de fevereiro de 2013

E volta à introdução...


Respondendo ao questionamento da pro:

Quando eu falo que a sociedade capitalista desprende os indivíduos de sua classe social de origem eu não estou querendo dizer que as classes sociais não existem mais, nem estou me referindo à libertação dos homens quanto aos instrumentos de trabalho, mas que nos períodos históricos anteriores, como no estamento, repetindo um exemplo de Marx, a relação do indivíduo com a generidade é algo inabalavelmente fixo na medida em que a classe a qual pertence o indivíduo é qualidade inseparável de sua individualidade. Daí que, a sociedade capitalista baseia as relações de produção no livre contrato entre trabalhador e capitalista, ou seja, o trabalhador é livre para vender a sua força de trabalho. Isso não só o permite uma significativa autonomia com relação à períodos anteriores, como faz com que as suas condições de vida sejam fortuitas, casuais. Isso porque a sua relação com o gênero passa por uma transformação, essa relação passa a ser direta sem mediações sociais, assim, não é mais absolutamente fixa, mas possui uma dada flexibilidade, pois antes "um nobre empobrecido continuava um nobre, mas um capitalista empobrecido cessa de ser capitalista". Por isso na sociedade capitalista o indivíduo ganha uma aparente liberdade com relação à classe social...

Me fiz entender????

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