Indignada
Inconformada
Esses dias me vejo assim, sem parada. Um sentimento inflamado, euforico que agita minha mente, minhas palavras, e como elas apenas não bastam, minhas atitudes. Porque a hipocrisia, a ditadura, as formas mil de repressão e opressão me azedam. Não!
Porque tudo isso tem me cercado por todos os lados e me invade, sufoca, chega a mim demolindo as estruturas. Aquelas mesmo, de cotidiano, aquelas de certezas, de estabilidade, aquelas cuja música do Baleiro tão bem definiu... um filho e um cachorro. Não!
Não descanso em paz. A conformidade, o comodismo me enervam. Calar é ser conivente, sujeição, subserviencia. Não!
Discursos floridos para esconder a podridão. Cansei-me dessa parafernálha.
Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah Eu!
Usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah Eu!
Usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
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