Olha eu aqui fugindo de entender a negação da negação de Hegel que Lukács fala sem parar na parte 3 daquele livro. Eu estava adorando o livro, super empolgada... sei, estava muito bom para ser verdade.
Estive pensando em alguns amigos meus. Sabem que tenho pouquíssimos amigos. E percebi que justamente escolhi, a dedo, os mais loucos dos loucos. Daí reparando a demência de cada um percebi: uns são loucos pra fora, outros são loucos pra dentro. Tem aquele meio ogro, outro que me deleta das redes sociais num acesso de raiva, outro que me pede segredo. Um é louco por não ter amarras, ir para onde o vento ventar, outro por se agarrar a cada centelha amarelada do passado. Cada um a sua maneira é louco um pouco. E eu os amo tanto que mesmo quando agem como doidos que são eu ainda os amo. Fico brava as vezes. Mas desses amigos, os poucos, a raiva e qualquer tipo de sentimento ruim sempre se dissolve em novos sorrisos e segredos. É porque eles são parte de mim, são, na verdade, a melhor parte. A minha melhor parte louca de ser.
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