A segunda parte da minha história foi: a minha adolescência em seu auge, entre os 13 e os 15 anos. Nesta fase em que a vida gira de cabeça para baixo e você se sente o ser mais incompreendido e desamado do mundo, eis que me deparei com as pessoas que se tornariam a minha segunda família. Foi breve e marcante. Amigos que eu, no momento, imaginava que trilhariam comigo os caminhos da vida a partir dali. Bem, profecia que se realizou apesar de não do modo como todos esperavam. No entanto, mesmo na distância, mesmo levando vidas diferentes, fazendo escolhas diferentes e tendo outros círculos sociais, esses amigos, que se tornaram irmãos, continuaram em minha vida de uma forma única. Não nos víamos mais com frequência, não éramos mais o centro da vida um do outro, mas hora ou outra, sempre aparecíamos. Nas dificuldades nos procurávamos, mesmo após anos, e nestes amigos sempre encontramos abrigo, por mais diferentes que fossem nossas vidas. Belon, Mariana, Bruna e Jéssica, cada um a sua maneira permaneceu na minha vida desde que entraram nela, aos 13/15 anos. Quando em nossa adolescência nos separamos restou um buraco enorme, uma ferida que demorou a cicatrizar e mesmo cicatrizada, nada foi capaz de preencher novamente o vazio. Ter a chance de reuni-los outra vez e poder recontar a nossa história tem sido algo especial, pelo qual eu jamais esperava. A vida é generosa conosco.

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