terça-feira, 7 de setembro de 2010

Leituras

Apesar da ausência do sol, ir à praia foi bom. E produtivo! Li dois livros, acreditem! O que a distância desta viciosa internet não faz...

Veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, venho tentando ler este livro há uma década e só agora consegui terminar. É bom, ácido, repleto de denúncias e informações sobre as barbaridades cometidas na América Latina, de início pelos europeus quando aqui chegaram e depois os EUA e o tal do neocolonialismo. É de espumar de raiva. Livro longo que começa a dar enjoo depois da metade pelo excesso de informações e ausência de uma linha do tempo. Mas apesar disso é bom e eu recomendo.

Liberdade, Volver!, de Neir Ilelis. Encontrei jogado entre os muitos livros ancaixotados lá na creche. Neste dia me surpreendi com a quantidade de livros interessantes que estavam há muito entulhados por lá. Peguei-o desta vez pensando numa leitura leve e fácil. Um romance aventuresco passado nos anos 70 no Brasil, plena ditadura militar. Fraco, muito fraco. Um livro pode ser leve e fácil sem perder a graça. Este perdeu, na minha opinião, por que o protagonista do livro era um bocó (e o autor sem nenhuma formação política). Exatamente, um bocó. Se dizia comunista mas não o era nem de longe. Mas brincou na hora errada e acabou exilado. Sua busca pela liberdade termina feliz quando ele finalmente se encontra com "um filho e um cachorro" e uma família feliz de comercial de margarina.


Filho e um cachorro - Zeca Baleiro


Esta tal de liberdade. Esta que tantos almejam. Para mim ela não significa simplesmente liberdade de ir e vir, de escolher entre as opções que se apresentam, ou de sair pelo mundo sem rumo, de desafiar a ordem, a moral ou sei lá. Não é uma liberdade para mim, para a minha vida exclusivamente, a que desejo. Esta é limitada e fácil (entre aspas)  de conseguir, depende apenas de decisões, escolhas dentre as possíveis opções. 

Pois o que pulsa dentro de mim é muito maior, intenso e exigente...

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