sábado, 21 de agosto de 2010

Movimento Estudantil


É bem verdade que aquele espírito revolucionário, transformador, deu uma murchada com o fim da greve de professores. O cansaço tomou conta, alguns camaradas sumiram, os que permaneceram, no espírito de "revolucionário" sobrou pouco, quase nada...
A minha consciência ainda não vendi, nem troquei. Na verdade, algo foi acrescentado a ela: o entendimento de que as formas possíveis de luta, neste momento, são muito limitadas para o tamanho do que deve ser enfrentado. Mas o que mais me decepciona é ver as pessoas que antes lutavam, hoje se adaptam confortavelmente à nova velha situação. Afinal, questionar pra quê, não é mesmo?? As coisas são assim, devemos dialogar, isto é política. Sinto muito, mas dessa política esquisita, eu estou fora. Ainda que digam que seja porque temos demandas imediatas que dependem do diálogo, ainda acho que a principal função do movimento estudantil é, no mínimo, levantar a dúvida sobre o estabelecido e não simplesmente aceitá-lo e "dançar conforme a música". A necessidade de questionar se torna mais urgente quando lembramos que estamos numa universidade privada, PAGA, esta que, contraditoriamente, é reservada à classe trabalhadora e à população mais pobre que, além de pagarmos as altas mensalidades, enquanto pagadores de impostos ainda contribuimos para manter os filhos da burguesia nas universidades públicas.
E mesmo que insistam em me dizer que este é o final natural dos movimentos nos dias de hoje, preciso deixar aqui a minha decepção e indignação com o Movimento Estudantil pós greve.

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