quinta-feira, 2 de junho de 2011

Medo... que dá medo do medo que dá.

O medo voltou outra vez e instalou-se numa cadeira, aos pés da minha cama. Olha para mim todas as noites antes, antes de me deixar adormecer, e diz, com voz de mulher: Não vais cometer os mesmos erros pois não?


Eu sinto medo e sei que ele faz parte da formação da subjetividade no capitalismo. 

Eu tenho um coração que bate sem saber que meu peito é uma porta que ninguém vai atender. Ele bate muito, bate acelerado, bate forte porque tem medo de parar. E o medo faz o ar sumir dos pulmões, estes querem respirar segurança, mas numa sociedade a beira do abismo só pode respirar o medo. É tanto medo que me faz morrer de medo!


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