Bem, bem, em questão de estudos sempre fui aquela aluna espertinha, que captava a matéria com facilidade (leia CDF rs) e aproveitava o tempo na aula para papear, desenhar, ler aventuras...(mais ou menos cdf na verdade..) Se a aula era simplificada, e o professor não cobrava muito, ela por si só me bastava, deixava o texto de lado e ia ler Harry Potter. Se a aula fosse ruim, eu lia os textos e tudo dava certo nas avaliações. Certa vez, por pirraça e preguiça, fui muito mal em uma matéria que eu considerava difícil. Ao final do ano, precisava de um 10 redondinho para passar. Por conta própria (e uma mãozinha da minha tia que me arranjou os livros, vários, por sinal) estudei sozinha toda a matéria que eu achava de difícil compreensão. Eis que ao final cheguei à uma conclusão muito importante: eu podia aprender sozinha, até o que eu achava difícil! Para me facilitar ainda mais, estudei em colégio "apostilado" (o Positivo mais que Negativo), era tudo muito simplificado, não exigia pensar, pesquisar, debater, buscar em outras fontes, vinha tudo mastigadinho.. (apenas hoje sei que se mastiga algo para distorcê-lo e não permitir que nos apropriemos de alguns conhecimentos determinados...) Por conta disso, em minha adolescencia, virei uma completa "folgada". Faltava muito à escola, não estudava, nos dias de avaliação, dava uma breve lida na apostila e pronto. Quando ingressei na faculdade, apenas uma ou outra disciplina exigiam maior atenção e esforço. E foi para essas que eu tendi. Notei que, na realidade, nunca fui desinteressada em relação aos estudos. Entendi que o meu desinteresse na escola era em razão do conteúdo que de tão ralo, tão simplificado, não me exigia quase nada (ou seja, não exigia ESTUDO), afinal, nada precisava ser "entendido", ou melhor "refletido, pensado" de fato, estava tudo ali, pronto, dado, era só receber e reproduzir. Quando na faculdade me deparei com matérias mais complexas e que não só me ampliavam abruptamente a visão de mundo, mas também faziam uma completa transformação em mim, logo descobri o meu caminho.Descobri que o conhecimento era (e é) algo que me deslumbrava. Não o conhecimento por si só, mas pelo seu caráter transformador, desvendador da realidade e pelo uso que podemos fazer dele. Além do que, como estou aprendendo em Ontologia, apreender aquilo que foi produzido por outros individuos, contemporâneos ou anteriores a mim, é me apropriar da generidade humana, logo, me humanizar. Não é lindo????!!! rsrs Gosto de estudar, tenho ansia por compreender, desvendar, descobrir, no tocante à sociedade e a nossa própria vida, o que faz ela ser como é? Porquê? Como? E como transformá-la? É o que tem me movido nos último anos, vocês que acompanham o blog devem ter notado. Atuando quando me é possível e me recolhendo aos livros quando necessário. Neste sentido, agora, na pós, com uma infinidade de leituras por fazer e uma prof arretada!, o necessário é ir estudar, e imediatamente! Até mais!

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