Sempre desejei conhecer este lugar. Desde o ensino médio, as musiquinhas do Ventania e as deslumbrantes histórias de quem já visitara a cidade mística me deixavam aguada (mas nada a ver com cogumelos azuis, ok?). Eu tinha a certeza de que em algum momento uma oportunidade e um amigo generoso surgiriam para saciar esta minha vontade. Dito e feito. Eis que por um acaso do destino (chamado greve) eu conheci minha querida amiga Cynthia. Um post sobre ela logo mais eu farei. Percebendo-me meio acabrunhada, ela me convidou para uma de suas fantásticas viagens! Adivinha o destino?? Pois não precisou chamar duas vezes.
Tudo o que falam da cidade não pode descrever a real magia que existe naquele lugarejo. Privilegiado pela natureza com sua belíssima paisagem, cachoeiras, grutas e um céu absurdamente estrelado ao escurecer do dia. São Thomé inspira liberdade! Contemplar e viver a natureza é o principal foco de quem visita, daí vem a simplicidade e a leveza do local. Amei poder andar pelas ruas à vontade, de chinelinho e roupa confortável, sem me sentir vigiada por olhares e línguas que sob o julgo da “estética” destilam veneno e desaprovação, como geralmente acontece quando visitamos cidades turísticas, onde os visitantes mais parecem querer desfilar e exibir do que curtir o lugar (no estilo síndrome de classe média rs). Em São Thomé cada um anda como quer, como se sente bem e isso é lindo!
Além disso, conheci alguns dos amigos da Cyn, a Elis, a Cintia Loira, o Fernando, a Nathalia e o Bruno. Uns fofos! Curtimos muito a viagem e tratamos logo de combinar outros passeios. Me identifiquei bastante com o pessoal, o astral, o estilo de música, as idéias...
O texto a seguir foi escrito à algumas pessoas muito queridas, que em mente e coração me acompanharam nesta viagem.
Escrevo esta carta tendo diante de mim um cenário magnífico, num lugar mágico, tocado delicadamente pelas mãos encantadas da natureza. Uma cidadela construída num vale entre montanhas rochosas, brancas como areia da praia. Desta rocha ergueu-se a cidade. No mais alto morro fica a pirâmide, também feita da rocha. Nela me encontro no topo, deitada sobre a pedra fria. São sete da manhã. Ainda posso sentir a umidade deixada pela garoa da noite. Nuvens brancas de neblina estão abaixo do pico da montanha, encobrem a cidade, dando a sensação de que estou acima delas. Acima das nuvens! Diante de mim, o céu claro, raios de sol brilhantes banham de luz o lugar. No horizonte, uma paisagem pintada dos mais variados tons de verdes que formam um belo contraste entre as rochas brancas, colorindo vales e montanhas. A sensação é de que faço parte de uma belíssima pintura. A não ser pelo cantar dos pássaros e do ar fresco da manhã, que parece penetrar o meu corpo e me fazer mais leve. Tão leve que o abismo diante de mim não causa o menor desconforto, pelo contrário, sinto que poderia pisar nas nuvens e flutuar. Uma pintura, ora, assim desmereço o lugar! Este é muito mais completo, mais vivo, mais encantador visto e sentido de perto, ao vivo, nem pintura ou fotografia seria capaz de retratá-lo em seus mais ricos detalhes... Apenas estando aqui, respirando e sentido é que você poderá entender o que tentei descrever nesta carta..
Enfim, sinto que a viagem a São Thomé foi uma espécie de “rito de passagem” para mim, um renovar de energia, o fechamento de um ciclo delicado e tenso, e início de um novo, com novos desafios, novas batalhas pela frente, além da concretização de escolhas e decisões do ciclo passado. Que o novo momento da minha vida seja leve e livre, como me ensinou São Thomé!
PS: S.T. significou tuudo isso, sem falar, claro, na pinga de figo, Raul Seixas, o medinho da gruta escura, os infindáveis cães que nos perseguiam, o sumiço do guarda-chuvas, a loonga caminhada até o Vale das Borboletas, a diária de 12 reais, a casa do Hippie doidão e as brisas por tabela (e sem tabela) rsrsrs....
e, pra finalizar...
Como diz o hino da cidade
PS: S.T. significou tuudo isso, sem falar, claro, na pinga de figo, Raul Seixas, o medinho da gruta escura, os infindáveis cães que nos perseguiam, o sumiço do guarda-chuvas, a loonga caminhada até o Vale das Borboletas, a diária de 12 reais, a casa do Hippie doidão e as brisas por tabela (e sem tabela) rsrsrs....
e, pra finalizar...
Como diz o hino da cidade
"como tá bonito São Thomé, vem vêeee!!!"

3 comentários:
test coments
Lindo texto Camila, parabéns!
PS:Fiquei com vontade de conhecer esse paraíso pra sentir tudo isso que vc descreveu.
Nem a expressão mais exata consegue definir o que realmente é estar lá e vc conseguiu chegar bemmm perto...me arrepiou fez chover dentro dos meus olhos. Agora pra quem quer conhecer e sentir... é só ir ver "como está bonito São Thomé"
Cyn
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